SÃO PAULO — O Corinthians apresentou à Caixa Econômica Federal uma proposta para quitar a dívida ligada à construção da Neo Química Arena. O plano prevê a cessão dos naming rights do estádio ao banco, além de outros ativos comerciais e operacionais do clube.
O débito é estimado em R$ 630 milhões e representa 22,5% da dívida total do Corinthians, calculada em R$ 2,8 bilhões. O valor oficial em discussão varia de R$ 630 milhões a R$ 650 milhões, conforme as tratativas e os balanços mais recentes divulgados em setembro de 2026.
Proposta à Caixa
A diretoria corintiana avalia que os direitos de nome da arena valem cerca de R$ 70 milhões por temporada. Atualmente, a Hypera Pharma paga R$ 15 milhões anuais, corrigidos pela inflação, pelo acordo assinado em 2020.
Se a operação avançar, o Corinthians pretende negociar com a Hypera Pharma a transferência dos naming rights para outras instalações, como o CT Joaquim Grava. A diretoria, liderada pelo presidente Osmar Stabile, considera que o conjunto de ativos oferecido pode ser suficiente para dar a dívida como quitada.
As negociações foram intensificadas em Brasília. Em reuniões realizadas na semana passada na sede da Caixa, os dirigentes também pediram a devolução de R$ 27 milhões retidos na conta reserva do contrato de renegociação de 2022. O valor seria usado no fluxo de caixa diário do clube.
A proposta deve ser debatida pelo Conselho Diretor da Caixa em reunião marcada para esta terça-feira, 29. Dentro do Corinthians, a direção demonstra otimismo, enquanto setores internos avaliam a iniciativa com cautela por causa do calendário político do clube, que terá eleições para a presidência e para o Conselho Deliberativo em 28 de novembro.
A Caixa Econômica Federal informou, em nota, que não comenta operações bancárias específicas nem eventuais negociações, em cumprimento ao sigilo bancário previsto pela Lei Complementar 105/2001.








