Anúncios do YouTube exibidos em TVs conectadas registraram 61,3% de atenção ativa entre brasileiros, acima da média observada na televisão linear. O resultado faz parte de um estudo da Amplified, encomendado pelo Google, sobre a atenção do público diante da publicidade em diferentes plataformas.
Realizado entre abril e julho de 2026, o levantamento acompanhou 300 lares brasileiros. A pesquisa usou biometria facial, inteligência artificial e rastreamento ocular para verificar se os participantes olhavam diretamente para a tela, permaneciam diante dela sem foco visual ou não prestavam atenção ao anúncio. Todos autorizaram o monitoramento.
A atenção ativa foi definida como o olhar direto para a tela. A atenção passiva correspondeu à presença diante do conteúdo sem foco visual direto. Já a não atenção indicou ausência de foco visual no anúncio.
Comparação entre plataformas
A diferença entre os anúncios exibidos no YouTube em TVs conectadas e os veiculados na televisão linear foi de 4,4 pontos percentuais. Quando os mesmos anúncios foram transmitidos pelo YouTube Select em CTV, a taxa média de atenção ativa ficou sete pontos percentuais acima da registrada na televisão linear.
O estudo também comparou o desempenho com Instagram, TikTok e Facebook. No YouTube Shorts, a média foi de 4,3 segundos de atenção ativa por visualização. Entre brasileiros de 18 a 29 anos, os anúncios do YouTube tiveram 85% mais atenção ativa do que a média das plataformas sociais concorrentes.
Dados internos do Google citados na pesquisa indicam que mais de 90 milhões de brasileiros acessam o YouTube diretamente pela televisão. O levantamento considera que as TVs passaram a reunir serviços de streaming, plataformas de vídeo e aplicativos, além da programação linear.
Além do foco visual, a análise avaliou memorização e intenção de compra. Segundo a pesquisa, os anúncios do YouTube foram os únicos entre as plataformas digitais analisadas a apresentar aumento de curto prazo na intenção de compra e tiveram a maior pontuação de memorização.
Renato Tornelli, head do YouTube Ads no Brasil, afirmou que “o YouTube entrega o equilíbrio ideal entre alcance massivo e profundidade de atenção”. Os dados não permitem concluir que a maior atenção tenha resultado diretamente em vendas, porque o material não apresenta números absolutos de conversão ou receita.








