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SMPL quer transformar grandes canais digitais em empresas de mídia
Economia

SMPL quer transformar grandes canais digitais em empresas de mídia

Aceleradora criada em 2026 atende canais que somam mais de 100 milhões de seguidores e aposta em novas receitas.

A SMPL, criada em 2026 por Guilherme Baldacini e Victor Assis, aposta na profissionalização de grandes canais digitais para transformá-los em negócios estruturados. A empresa atua como uma aceleradora de canais, com serviços nas áreas comercial, de conteúdo, planejamento, financeiro e jurídico.

Entre os clientes estão Porta dos Fundos, Kings League Brasil, Aqueles Caras e Julio Cocielo. Segundo dados apresentados pela empresa, os canais reúnem mais de 100 milhões de seguidores nas plataformas digitais.

A tese da SMPL é que esses canais deixaram de funcionar apenas como perfis de influenciadores e passaram a ocupar um espaço semelhante ao de empresas tradicionais de mídia. Para Baldacini, plataformas digitais combinam audiência, comunidade e dados de desempenho em tempo real, como retenção, perfil do público e comportamento de consumo.

O modelo também busca ampliar as fontes de receita. A empresa avalia possibilidades como licenciamento, marcas próprias e comunidades pagas. Em alguns projetos, considera ainda modelos de participação societária para acompanhar a valorização dos negócios que ajuda a construir.

Caso Aqueles Caras

O principal projeto apresentado pela SMPL é o hub de entretenimento Aqueles Caras, que reúne nomes como Chico Moedas. Antes da parceria, a monetização dependia principalmente da procura espontânea de marcas. A empresa passou a organizar a operação comercial e criou equipes de conteúdo, soluções para marcas, financeiro e jurídico.

Segundo dados da SMPL, a receita do canal cresceu 567% em relação ao período anterior. Nos 366 dias seguintes ao início da parceria, o projeto faturou R$ 40 milhões, reuniu 28 marcas ativas e tinha seis contratos recorrentes. A projeção é acrescentar mais R$ 20 milhões ao faturamento até o fim do ano.

A avaliação da empresa é que criadores menores podem continuar recorrendo a agências tradicionais, enquanto canais maiores precisam de estruturas mais próximas das de empresas. Nesse modelo, os criadores ficam concentrados na produção de conteúdo, enquanto a SMPL assume a construção do negócio e de projetos comerciais de longo prazo.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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