Os empresários Scott Coker e Peter Y. Levin anunciaram a criação da Ki MMA, nova organização global de artes marciais mistas que começará a operar com um aporte de US$ 60 milhões. A estreia está prevista para 2027, com competições na América do Norte, na América Latina, na Europa e na Ásia.
A liga terá como principal disputa um World Grand Prix Peso-Pena, com 32 lutadores e confrontos em sistema de eliminação simples. Também estão previstas Super Lutas. As datas, cidades-sede e os acordos de transmissão serão divulgados antes da estreia.
Modelo de negócios
A rodada de financiamento foi liderada pela Creator Sports Capital, com participação da Griffin Gaming Partners. Os recursos serão usados principalmente na contratação de lutadores, na produção dos eventos e na ampliação da equipe. A Ki MMA também iniciará negociações para transmissão, distribuição internacional e patrocínios.
Scott Coker, CEO e cofundador da organização, afirmou que a empresa terá uma estrutura mais enxuta que a das principais ligas do setor. A proposta é concentrar a operação em torneios anuais e na identificação de atletas pouco conhecidos.
“Vamos contratar alguns agentes livres — o que, como se sabe, envolve custos elevados — e ampliar nossa equipe”, afirmou Coker.
A premiação do primeiro torneio ainda não foi definida, mas a organização trabalha com um valor entre US$ 500 mil e US$ 600 mil, além dos pagamentos pela participação nas lutas. Também estão previstos bônus por desempenho, como melhor luta da noite e finalização.
Nos primeiros dois anos, a expectativa é concluir dois torneios. Depois da competição de peso-pena, a Ki MMA avalia realizar uma disputa nas categorias de até 155 ou 170 libras. Um torneio feminino também está entre as possibilidades.
Expansão no Brasil
O Brasil será um dos mercados prioritários da expansão internacional. A liga pretende buscar novos atletas, negociar acordos de transmissão e patrocínio e realizar eventos ao vivo no país várias vezes por ano. Rio de Janeiro e outras grandes cidades estão entre os locais considerados.
“Quem é o novo Royce Gracie? Quem é o novo [Ronaldo] Jacaré? Quem é o novo Pitbull? Quem é o novo Fabricio Werdum?”, disse Coker ao falar da busca por talentos brasileiros.
Cris Cyborg e Royce Gracie participarão do projeto como embaixadores, conselheiros e representantes. A lista também inclui Fedor Emelianenko, Randy Couture, Nate Diaz, Tyron Woodley, Gil Melendez, Frank Shamrock, Josh Thomson e Mark Coleman.
A empresa terá direitos de transmissão, patrocínios, venda de ingressos, licenciamento internacional e distribuição de conteúdo digital como fontes de receita. Nos quatro ou cinco meses anteriores à primeira luta, a Ki MMA planeja produzir conteúdos sobre os participantes para apresentar a trajetória dos atletas ao público.








