SÃO PAULO — Naná Silva e Victoria Barros, ambas de 16 anos, destacaram a importância do acompanhamento psicológico na carreira de jovens tenistas. A declaração ocorreu nesta sexta-feira (18), após as duas serem eliminadas nas quartas de final da disputa de duplas do SP Open, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo.
Naná afirmou que conta com uma rede de apoio formada pelos treinadores, por uma psicóloga e pela família. A tenista também disse que o pai a orienta a encarar os momentos em quadra com leveza e a aproveitar a rotina de viagens, torneios e preparação física.
Victoria, que mora na França, afirmou que recebe acompanhamento profissional desde pequena e ressaltou a presença da mãe no dia a dia. Para ela, cuidar da saúde mental e se divertir são atitudes importantes para atletas jovens. “A saúde mental é muito importante. O tênis é um esporte muito brutal nisso, de cabeça”, disse.
O tema ganhou atenção no tênis brasileiro após Beatriz Haddad Maia anunciar, em agosto, uma pausa na carreira. A atleta citou desgaste mental acumulado depois de temporadas com resultados abaixo do esperado e informou que voltará às quadras apenas em 2027. “Eu venho, mentalmente, enfrentando há alguns meses e não tem sido fácil”, declarou Bia.
Apoio da torcida
As duas tenistas também falaram sobre o efeito de jogar diante do público brasileiro. Como disputam boa parte da temporada no exterior, Naná e Victoria disseram que a presença da torcida no país é rara e tem impacto direto durante as partidas.
Naná afirmou que os torcedores ajudam a equipe a cada ponto. Victoria destacou a energia e o ambiente criados nas arquibancadas, além da influência desse apoio para manter a animação e a diversão em quadra.








