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Bens apreendidos em operação de Singapura serão vendidos em 15 leilões
Foto: Reprodução/Polícia da SIngapura
Economia

Bens apreendidos em operação de Singapura serão vendidos em 15 leilões

Carros, imóveis, joias e artigos de luxo foram confiscados em investigação que envolveu ativos avaliados em mais de 3 bilhões de dólares de Singapura.

Joias, bolsas, imóveis, carros esportivos e outros bens apreendidos em uma operação contra lavagem de dinheiro serão vendidos em 15 leilões entre agora e maio do ano que vem. As autoridades de Singapura decidiram dividir as vendas para evitar a saturação do mercado.

Os itens estão em um depósito de alta segurança próximo ao aeroporto da cidade-estado. Entre as peças expostas estão anéis da Cartier, colares da Bulgari, pulseiras “Kelly”, da Hermès, e acessórios da Chanel e da Louis Vuitton.

A operação ocorreu após dois anos de investigação e mobilizou mais de 400 policiais. Os ativos apreendidos foram avaliados em mais de 3 bilhões de dólares de Singapura, aproximadamente 12,3 bilhões de reais. O conjunto inclui dinheiro em espécie, criptomoedas, barras de ouro, vinhos, bebidas destiladas, eletrônicos e centenas de Bearbricks, bonecos colecionáveis japoneses.

Dez cidadãos chineses foram condenados por crimes como lavagem de dinheiro e falsificação. Eles tinham empresas e imóveis em Singapura e, conforme os promotores, usavam esses ativos para canalizar recursos de atividades criminosas realizadas no exterior. As penas variaram entre 13 e 17 meses de prisão. Todos já foram libertados e deportados.

Os bens também estavam relacionados a outros 17 suspeitos que continuam foragidos no exterior. Desses, 15 aceitaram entregar propriedades e objetos às autoridades de Singapura em troca da retirada dos alertas da Interpol.

Joias e bolsas em disputa

A Hotlotz, casa responsável pelos leilões, passou quatro meses autenticando e avaliando os artigos. Os dois primeiros eventos serão realizados online até o final de setembro e podem arrecadar até 3,9 milhões de dólares de Singapura (R$ 15,9 bilhões), com a receita destinada aos cofres públicos do país.

“Cada colecionador ou comprador terá sua própria opinião a respeito”, disse Christopher Lanigan-O’Keeffe, cofundador da Hotlotz, sobre o possível impacto da origem dos objetos nos preços.

Um anel de ouro 18 quilates tem gravadas as iniciais “SHJ”, associadas a Su Haijin, um dos condenados. A peça de maior valor estimado é um anel com diamante amarelo de 15 quilates, que pode ser vendido por até 300.000 dólares de Singapura (R$ 1,2 milhão).

Também estão no acervo uma bolsa em formato de abóbora, criada em colaboração da Louis Vuitton com Yayoi Kusama, e artigos como cintos com diamantes, presilhas e joias infantis. Uma das bolsas já recebeu lance máximo de 39.000 dólares de Singapura (R$ 159,5 mil reais).

Cerca de 250 bolsas Hermès serão distribuídas em dois leilões exclusivos, com o primeiro marcado para novembro deste ano. Os preços iniciais partem de 120 dólares de Singapura (R$ 489), incluindo itens como um anel da Miu Miu e uma presilha da Gucci.

Imóveis apreendidos

Em julho de 2025, Singapura contratou a Deloitte para vender os ativos não monetários. Quatro imobiliárias — SRI, Knight Frank, Edmund Tie & Company e List International Realty — foram escolhidas para negociar mais de 80 imóveis.

Entre eles está uma cobertura de quatro quartos no empreendimento South Beach, projetado por Norman Foster. A venda deve superar 25,3 milhões de dólares de Singapura (100,2 milhões de reais) ainda este mês.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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