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Perito diz que Maradona pode ter morrido de Covid e sofreu mal súbito
Foto: Gustavo Garello/Jam Media/Getty Images
Esportes

Perito diz que Maradona pode ter morrido de Covid e sofreu mal súbito

Pablo Ferrari contestou a versão de que o ex-jogador passou 12 horas em agonia antes de morrer.

O perito oficial Pablo Ferrari afirmou nessa terça-feira (22/9), durante depoimento ao Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro, que não é possível descartar a Covid como causa da morte de Diego Maradona. Ele também disse que o ex-jogador sofreu um mal súbito.

Ferrari, da Assessoria Pericial de San Isidro, contestou a versão de que Maradona teria permanecido 12 horas em agonia antes de morrer. Na avaliação do perito, a Covid poderia ter uma evolução rápida e levar à morte em poucas horas.

“Não podemos descartar que não tenha morrido de Covid. O falecimento de Maradona foi em plena pandemia”, declarou Ferrari.

Conclusões do perito

O profissional afirmou que a situação clínica de Maradona não exigia uma emergência, embora tenha identificado uma piora leve entre 2018 e 2019 e alterações significativas em 2020. Ele disse ainda que o acúmulo de líquido nos pulmões ocorreu em um curto período.

Segundo Ferrari, Maradona sofreu um infarto, teve uma arritmia e apresentou edema agudo de pulmão, que provocou sufocamento. Para o perito, a agonia durou poucos minutos ou poucas horas, e não foi prolongada.

“É difícil pensar que uma pessoa com edema agudo de pulmão ficou horas se sufocando. Esse período foi curto. Não posso sustentar academicamente que tenha tido longas horas de agonia. Foi súbito”, afirmou.

As conclusões divergem da versão apresentada pela junta médica de 20 profissionais e pela acusação, que sustentam que Maradona passou 12 horas em agonia antes de morrer em 25 de novembro de 2020. Ferrari reconheceu, porém, que não leu todo o relatório médico, porque algumas partes estavam ilegíveis por terem sido escritas à mão.

Andamento do julgamento

O depoimento de Ferrari foi o 74º do caso, que soma 44 audiências no Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro. A expectativa é que os réus prestem novos depoimentos no dia 29 de setembro. A acusação fará as alegações finais entre 8 e 14 de outubro, e a defesa falará entre 20 e 22 de outubro.

A morte é tratada como homicídio culposo. Sete profissionais de saúde são acusados: Carlos Díaz, Agustina Cosachov, Leopoldo Luque, Nancy Forlini, Mariano Perroni, Pedro Pablo Di Spagna e Ricardo Almiro. As penas previstas vão de 8 a 25 anos de prisão.

Maradona morreu durante a recuperação de uma cirurgia cerebral para tratar um coágulo. Após exames, um infarto foi apontado como causa da morte.

Em maio de 2025, o primeiro julgamento foi anulado depois que o tribunal declarou o processo inválido. A decisão ocorreu após questionamentos sobre a juíza Julieta Makintach ter participado de um documentário sobre o caso enquanto integrava o júri. Outros dois magistrados renunciaram aos cargos.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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