SÃO PAULO — Ramon Dino classificou como um grande choque a quarta colocação no Mr. Olympia 2024, na categoria Classic Physique. Para o atleta, o resultado provocou uma mudança de mentalidade e ajudou a identificar falhas que antes não eram percebidas.
"A gente se manteve nas melhores posições, mas também veio uma mente diferente, eu comecei a perceber alguns pontos que eu estava errando, coisas que poderia estar fazendo e não estava", afirmou Dino.
Naquele momento, o brasileiro havia terminado na segunda colocação, atrás de Chris Bumstead, o CBum, que hoje está aposentado e foi hexa-campeão da categoria. Depois da queda no ranking, Dino se reuniu com a equipe para alinhar os pontos que precisavam ser aprimorados na preparação.
O trabalho resultou na conquista do título no ano seguinte. Ramon foi o primeiro brasileiro a vencer a Classic Physique no evento, superando Mike Sommerfeld e Ruff Diesel. A vitória marcou a ascensão do atleta, que se tornou profissional em 2018.
Busca pelo bicampeonato
Ramon Dino voltará ao palco para defender o título. Segundo ele, a preparação segue o mesmo caminho, mas exige dedicação maior. "Depois do título não mudou nada, a gente sabe qual é o caminho, claro que se dedicando muito mais", afirmou.
O atleta também disse que ele e a equipe estão mais preocupados porque os adversários devem intensificar o trabalho para tentar tirar o primeiro lugar. A estratégia, segundo o treinador Fabricio Pacholok, já foi definida.
"Eu considero esse ano de 2026 o mais desafiador, o alvo está em nossas costas. O título continua em aberto, então é um ano assim pra gente estar mais focado", disse Pacholok durante o Arnold Classic Brasil, realizado em abril, em São Paulo.
Pacholok afirmou ainda que a equipe já mapeou os pontos do físico de Ramon que precisam de evolução para a busca pelo segundo título. André Pierin, conhecido como André Pajé, árbitro de fisiculturismo e coach de poses que acompanha o atleta, também participou da conversa.








