SÃO PAULO — O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou o contrato com a Ticketmaster para a venda de ingressos. A votação, divulgada pelo clube nesta quarta-feira (30), terminou com 184 votos a favor, 44 contra e uma abstenção.
O acordo prevê R$ 140 milhões em recursos para o clube. Desse total, R$ 110 milhões serão antecipados pela Ticketmaster e devolvidos pelo São Paulo, com juros, ao longo de cinco anos. O valor corresponde a receitas futuras de bilheteria e do programa de sócio-torcedor.
A antecipação deverá ocorrer em até 45 dias depois da aprovação definitiva e da assinatura do contrato. Outros R$ 30 milhões serão pagos à vista pela exploração comercial de um camarote do estádio.
A ala política do presidente Harry Massis pretende usar parte da antecipação para quitar dívidas de direitos de imagem do elenco, que estão atrasadas há, pelo menos, quatro meses.
Ressalvas aprovadas
O Conselho também votou duas ressalvas separadamente. A primeira, sobre a multa rescisória prevista no contrato, recebeu 209 votos favoráveis, 17 contrários e três abstenções.
A segunda tratou da inclusão da administração do programa de sócio-torcedor no contrato principal. Foram 152 votos pela manutenção e 73 pela exclusão, além de quatro abstenções. Com isso, a Ticketmaster assumirá o programa no lugar da FENG.
O contrato inclui ainda um financiamento de R$ 6 milhões para reformas no Museu do São Paulo. Depois das obras, o espaço poderá ser explorado comercialmente pelo clube. A diretoria vê o acordo como uma possibilidade de auxiliar o fluxo de caixa e quitar dívidas, incluindo os direitos de imagem em atraso.







