MIAMI — Cinco pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas depois que um Boeing 767-300 saiu da pista do Aeroporto Internacional de Miami e atingiu dois veículos neste domingo (6). Três feridos foram levados a um centro de trauma em estado crítico. A informação foi divulgada por Raied "Ray" Jadallah, chefe do Miami-Dade Fire Rescue, e por Jennifer Homendy, presidente do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB).
Todas as vítimas fatais estavam dentro dos veículos atingidos, afirmou Homendy na segunda-feira (7). Um deles era uma van Ford 2012 que transportava sete pessoas. O outro era um SUV Toyota. Segundo Homendy, ninguém dentro do avião morreu, mas as condições dos dois pilotos resgatados da cabine e do restante da tripulação não estão claras.
Como ocorreu
O avião de carga tentava pousar por volta das 14h, no horário do leste dos EUA, na Pista 30, com mais de 9.000 pés de comprimento. Dados de rastreamento indicaram que a aeronave chegou ao fim da pista a 130 milhas por hora, atravessou uma área gramada, rompeu uma cerca e destruiu barreiras de concreto antes de alcançar uma via de quatro pistas.
O jato parou cerca de 1.300 pés depois da área pavimentada, próximo a um estacionamento onde estavam robotáxis da Tesla, e pegou fogo. Mais de 60 unidades de resgate contra incêndio e cerca de 200 bombeiros foram mobilizados, de acordo com Jadallah.
A caixa-preta foi recuperada e deve fornecer o áudio da cabine, desde que os dados não tenham sido apagados. O NTSB informou que uma equipe de 32 pessoas permanecerá no local por pelo menos a próxima semana. O órgão não deverá determinar uma causa provável no local.
Investigação e segurança
Os investigadores vão analisar as operações da aeronave, a experiência e o treinamento da tripulação, o controle de tráfego aéreo, as condições meteorológicas, a supervisão da Administração Federal de Aviação (FAA) e a relação contratual da operadora com a Amazon.
A aeronave tinha 32 anos e seguia de San Juan, em Porto Rico, para Miami. Era operada pela 21 Air, empresa de transporte de carga com sede na Carolina do Norte e centro de operações em Miami. A companhia é uma das nove fornecedoras de voos da Amazon Air.
Especialistas também levantaram dúvidas sobre a ausência de um sistema EMAS no aeroporto. O equipamento usa blocos de material leve no fim da pista para desacelerar aeronaves que ultrapassem os limites. A causa do acidente, porém, ainda está sob investigação.







