São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Alex Saab admite lavagem de dinheiro e vai entregar US$ 195 milhões aos EUA
Mundo

Alex Saab admite lavagem de dinheiro e vai entregar US$ 195 milhões aos EUA

Empresário colombiano ligado ao governo de Nicolás Maduro também aceitou colaborar com autoridades americanas no caso de corrupção.

Alex Saab se declarou culpado de conspiração para lavagem de dinheiro e de transações financeiras ilícitas perante um tribunal federal de Miami, na terça-feira (15/09). O empresário colombiano mudou a declaração anterior de “inocente” após fechar um acordo com a promotoria dos Estados Unidos.

Pelo acordo, Saab entregará US$ 195 milhões, cerca de R$ 1,03 bilhão, obtidos, segundo as acusações, em operações ilícitas ligadas a um esquema de corrupção. Ele também se comprometeu a fornecer informações relevantes às autoridades. Os detalhes do acordo não foram divulgados, mas Saab teria aceitado colaborar em investigações sobre altos funcionários venezuelanos.

A acusação inicial previa pena máxima de 20 anos de prisão por lavagem de dinheiro. A promotoria teria concordado em recomendar uma pena menor se a cooperação de Saab contra outros acusados for considerada útil.

Acusações ligadas ao programa de alimentos

Saab ganhou espaço durante o governo de Maduro ao participar de projetos de construção de moradias e, depois, ao comandar o programa CLAP, responsável pela importação e distribuição de alimentos na Venezuela. Sua atuação nesses negócios foi questionada por suspeitas de corrupção.

Em 2019, o Departamento de Justiça dos EUA acusou Saab e o empresário colombiano Álvaro Enrique Pulido Vargas de lavar até US$ 350 milhões por meio do sistema de controle cambial venezuelano. O caso em Miami também menciona suspeitas de fraude eletrônica, subornos e desvio de recursos públicos.

Um documento do processo cita José Gregorio Vielma Mora, ex-governador do Estado de Táchira, ex-ministro do Comércio Exterior e deputado do Partido Socialista Unido da Venezuela. Segundo o documento, ele teria recebido aproximadamente US$ 17 milhões em subornos relacionados a contratos para a distribuição de 10 milhões de caixas de alimentos.

O processo menciona ainda outros quatro acusados não identificados e um “Funcionário do Governo 1A”, apontado como peça-chave na aprovação e proteção do esquema. Não há menção expressa a Nicolás Maduro ou Cilia Flores.

Saab foi detido em 2020, em Cabo Verde, e extraditado para os Estados Unidos. Ficou preso por dois anos e foi libertado em dezembro de 2023, em uma troca de prisioneiros que incluiu cerca de 20 pessoas. Depois, voltou à Venezuela, onde foi nomeado ministro da Indústria, mas acabou detido novamente em Caracas e extraditado outra vez para os EUA.

O governo de Maduro e Saab sempre rejeitaram as acusações. O governo venezuelano havia chamado a detenção de Saab de “sequestro” e tentado nomeá-lo embaixador para obter proteção diplomática.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5