A Rússia retomou os ataques aéreos contra Kiev nas primeiras horas desta terça-feira (8), após uma pausa durante a visita de negociadores de paz dos Estados Unidos. Duas pessoas morreram, e outras 10 ficaram feridas, segundo o prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko.
Destroços provocaram incêndios em um prédio residencial de cinco andares e em um edifício de três andares. Ao menos 14 prédios altos foram danificados, além de um dormitório, uma escola, uma clínica, armazéns e outros locais, informaram autoridades.
Retomada após negociações
Os ataques ocorreram depois que Jared Kushner e Steve Witkoff deixaram Kiev. Os enviados se reuniram no domingo (6) com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, após participarem de negociações em Moscou.
O governo de Donald Trump voltou a pressionar pelo fim da guerra entre Rússia e Ucrânia, que já dura quatro anos e meio. Depois dos encontros, o Kremlin afirmou que não descartava a retomada das negociações entre os três países.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de ordenar o ataque após a saída dos representantes americanos. “Seus mísseis balísticos falam mais alto do que suas palavras sobre diplomacia”, afirmou Sybiha, que pediu mais pressão sobre Moscou e o fornecimento de interceptadores para Kiev.
Antes das negociações, os ataques russos contra Kiev e áreas próximas haviam ocorrido quase ininterruptamente por vários dias. A ofensiva incluiu drones mais rápidos, movidos a jato, que mataram moradores e interromperam atividades na cidade.
O Ministério da Defesa da Rússia declarou que atingiu alvos militares e logísticos em Kiev e na região ao redor, além do porto de Chornomorsk, no Mar Negro.
Operação na Polônia
Durante as explosões em Kiev, a Polônia iniciou operações preventivas contra possíveis ataques de mísseis russos à Ucrânia, informou o Exército polonês. O aeroporto de Lublin suspendeu temporariamente os voos.
Na Rússia, drones ucranianos danificaram infraestrutura civil e deixaram pessoas feridas em Saratov, às margens do rio Volga, a cerca de 730 quilômetros a sudeste de Moscou, segundo o governador regional. A área abriga uma refinaria de petróleo operada pela estatal Rosneft e outras instalações industriais e militares.









