O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, assinaram na terça-feira (8) acordos de cooperação e segurança. A cerimônia ocorreu durante uma visita de Rubio a um complexo militar em Barranquilla.
Os compromissos ampliam a atuação conjunta em controle migratório, identificação biométrica, segurança de fronteiras e combate a redes criminosas transnacionais. Autoridades norte-americanas informaram que o governo dos Estados Unidos destinará US$ 1 bilhão em assistência de segurança à administração colombiana.
De La Espriella apresentou o chamado Plano Patriota do Século XXI, voltado à modernização das capacidades militares da Colômbia. O projeto inclui aeronaves, drones, sistemas de defesa cibernética e forças especiais. A iniciativa coloca o país como principal parceiro de segurança de Washington no hemisfério, segundo a avaliação apresentada no anúncio.
O presidente colombiano, apoiado pelo presidente americano Donald Trump, encerrou negociações de paz com grupos armados e aderiu à aliança militar Escudo das Américas, proposta por Trump.
Ao mesmo tempo, a Colômbia tenta obter a retirada das tarifas de 12,5% impostas pelos Estados Unidos em julho. Autoridades afirmam que as medidas poderiam afetar as exportações colombianas.
Rubio disse que os dois países têm interesses comuns em segurança regional e cooperação econômica. O secretário também afirmou esperar a assinatura de acordos comerciais abrangentes com Colômbia, Equador e Peru durante a viagem pela América do Sul.
Agenda na América Latina
De acordo com comunicado do porta-voz do Departamento de Estado, Thomas Pigott, a agenda busca reforçar o combate conjunto ao narcoterrorismo e ampliar os benefícios de relações comerciais mais próximas. O documento também registra o compromisso do governo Trump com um Hemisfério Ocidental seguro, próspero e democrático.
Até quinta-feira (10), Rubio ainda passará pelo Equador e pelo Peru. Estão previstas reuniões com o presidente equatoriano, Daniel Noboa, com quem esteve em 2025, e com Keiko Fujimori, empossada em Lima em julho.








