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Crise no STF leva a afastamento do diretor-geral da Polícia Federal
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Política

Crise no STF leva a afastamento do diretor-geral da Polícia Federal

André Mendonça afastou Andrei Rodrigues e determinou investigação sobre relatórios de inteligência ligados ao caso Banco Master.

O ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do delegado Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial da PF. A decisão é o episódio mais recente da crise envolvendo o caso Banco Master e ministros do Supremo Tribunal Federal.

A medida foi tomada nesta terça-feira (8). Mendonça afirmou que relatórios apontam um “monitoramento sistemático e ilegal”, realizado por mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, entre elas o advogado-geral da União, Jorge Messias.

De acordo com a decisão, o ministro Alexandre de Moraes teria tido “notícias da existência” dos documentos antes de eles serem usados. Os relatórios também teriam sido empregados em uma tentativa de incluir Mendonça no Inquérito das Fake News.

Mendonça determinou que a Corregedoria da Polícia Federal abra procedimentos nas áreas penal e administrativo-disciplinar. A apuração deverá identificar quem ordenou e produziu os relatórios, quando eles foram elaborados e se há outros documentos semelhantes. O ministro também suspendeu imediatamente a produção ou o compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar decisões judiciais, condutas de integrantes da AGU ou a atuação da polícia judiciária.

Origem da crise

A tensão começou em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório de 218 páginas da Polícia Federal sobre o Banco Master. O documento levou à divulgação de mensagens atribuídas a Moraes no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Entre as mensagens, há uma enviada em 14 de novembro de 2025, antes da prisão de Vorcaro. O banqueiro declarou ao contato atribuído a Moraes: “Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você”.

Também foram divulgadas mensagens em que Vorcaro perguntava sobre a possibilidade de ser alvo de uma operação. Em 15 de novembro de 2025, questionou se já deveria estar fora na segunda-feira. No dia seguinte, perguntou se havia chance de algo acontecer na manhã seguinte. Ele foi preso em 17 de novembro, no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para Dubai.

Dois dias depois da divulgação do relatório, Moraes acusou Mendonça de improbidade administrativa e abuso de autoridade. O pedido foi encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, e incluiu uma ação contra Mendonça por ter atuado “fora do regime jurídico”.

Fachin afirmou que as apurações seguirão a Constituição e deu cinco dias para manifestações de Moraes, Mendonça, Andrei Rodrigues e Paulo Gonet, procurador-geral da República. Depois, deverá analisar a regularidade das investigações e definir os próximos passos, com possibilidade de levar o caso ao plenário do Supremo.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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