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Lula enfrenta perdas regionais e precisa buscar votos para virar no segundo turno
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Lula enfrenta perdas regionais e precisa buscar votos para virar no segundo turno

Presidente terá de reduzir a abstenção, recuperar espaço no Nordeste e avançar em São Paulo e Minas Gerais para superar Flávio Bolsonaro.

Luiz Inácio Lula da Silva terá de superar uma vantagem de cerca de 2,5 milhões de votos para vencer Flávio Bolsonaro no segundo turno, marcado para 25 de outubro. O presidente recebeu 45,1% dos votos no primeiro turno, enquanto Flávio ficou com 47%.

Desde a redemocratização do Brasil, em 1988, nenhum candidato conseguiu virar uma eleição presidencial entre o primeiro e o segundo turno. Lula também teve 3,5 milhões de votos a menos do que no primeiro turno de 2022. Flávio, por sua vez, recebeu 5 milhões de votos a mais que Jair Bolsonaro naquele pleito.

Abstenção e votos fora da disputa

A campanha de Lula terá de tentar levar às urnas eleitores que não votaram na primeira etapa. A abstenção foi de 21%, equivalente a 33,4 milhões de pessoas, a maior registrada em um primeiro turno desde 1998. Outros 6 milhões votaram em branco ou nulo, o que correspondeu a 4,8% dos votos.

Analistas avaliam que a ausência tende a ser maior entre eleitores mais pobres e com baixa escolaridade, grupo no qual Lula costuma ter melhor desempenho. Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, afirmou que será difícil convencer quem já escolheu um candidato e que o petista precisará atrair novos eleitores.

Entre as possíveis estratégias estão anúncios econômicos e a apresentação de nomes para a equipe ministerial. A campanha também poderá explorar temas como aposentadorias, medicamentos gratuitos, o SUS e os indicadores de emprego, de acordo com o professor Francisco Teixeira.

O governo ainda aguarda efeitos de pautas como a PEC do fim da escala 6x1. A discussão foi pautada pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, para a partir de terça (6/10). O novo valor do Bolsa Família estará disponível a partir de 19 de outubro.

Nordeste, São Paulo e Minas Gerais

Lula perdeu votos em todos os Estados do Nordeste. As maiores quedas ocorreram no Maranhão, de 68,84% para 63,91%, e na Bahia, de 69,73% para 66,04%. Para o cientista político Vitor Sandes, da Universidade Federal do Piauí, a região deve ser uma prioridade no segundo turno.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, a vantagem de Flávio sobre Lula chegou a 14 pontos, ante 7 pontos de Jair Bolsonaro sobre Lula no primeiro turno de quatro anos atrás. Lula venceu na capital por 5 pontos e também ficou à frente em Diadema e São Bernardo do Campo. No interior, Flávio ganhou com folga.

O governador Tarcísio de Freitas, aliado de Flávio, foi reeleito. Guilherme Derrite e André do Prado também foram eleitos senadores e são aliados do candidato. O historiador Luiz Felipe de Alencastro avalia, porém, que a vitória de Tarcísio pode desmobilizar parte de seu eleitorado no segundo turno.

Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil e considerado um termômetro nacional, Flávio abriu 5 pontos de vantagem. Em 2022, Lula havia vencido Jair Bolsonaro por 5 pontos no Estado. Cleitinho, eleito governador no primeiro turno, declarou voto em Flávio.

Votos de outros candidatos

Lula também precisará disputar os votos de Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Os três, todos de direita, somaram pouco menos de 5% dos votos e, segundo analistas, tendem a transferir parte do eleitorado para Flávio.

Goiás será um dos principais focos dessa disputa. Caiado recebeu 12% dos votos no Estado, quase meio milhão, e Lula teve ali sua maior queda: passou de 39,51% em 2022 para 31,06% em 2026, uma redução de 8,46 pontos percentuais. Flávio abriu 22 pontos de vantagem.

Também estão em jogo os 3,4 milhões de votos de Augusto Cury, que se declarou de centro e afirmou que não apoiará nenhum dos dois candidatos. Para o cientista político Creomar de Souza, da Dharma Politics, Lula precisará voltar a dialogar com esse eleitorado.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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