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Polêmica religiosa expõe falta de propostas na campanha eleitoral
Política

Polêmica religiosa expõe falta de propostas na campanha eleitoral

Disputa sobre o título de Nossa Senhora Aparecida desviou o debate de temas como dívida pública, educação e crime organizado.

A polêmica sobre o título de Nossa Senhora Aparecida é apresentada como mais um sinal do baixo nível da atual campanha eleitoral. A mistura entre política e religião também é relacionada ao princípio do Estado laico, previsto na Constituição de 1988.

O episódio começou após uma jornalista afirmar, em um programa da GloboNews, que grupos católicos estavam preocupados com uma articulação evangélica para criar um projeto de lei que retiraria de Nossa Senhora o título de padroeira do Brasil. A informação provocou reação da campanha de Lula e de aliados petistas, que associaram a suposta iniciativa a religiosos próximos de Flávio Bolsonaro.

A emissora se retratou e informou que havia existido uma proposta semelhante em dezembro de 2007, arquivada pela Câmara em agosto de 2008. Flávio Bolsonaro afirmou, em um podcast católico: “Posso considerar uma espécie de facada essa fake news em mim”. O caso também provocou um novo conflito entre o TSE e o STF em decisões sobre a retirada ou a manutenção de conteúdos nas redes sociais.

Histórico da relação entre religião e política

A associação de Nossa Senhora Aparecida à política brasileira é descrita como recorrente. Durante o Império, a princesa Isabel visitou Aparecida, no interior paulista, e ofereceu uma coroa de ouro e diamante à imagem. Em 1930, o papa Pio XI declarou Nossa Senhora padroeira do Brasil, com a participação de Getúlio Vargas nas celebrações. Durante a ditadura militar, 12 de outubro foi transformado oficialmente em feriado da santa.

A poucos dias das eleições, Lula e Flávio Bolsonaro dedicaram parte da campanha à discussão sobre uma proposta que acabou desmentida pela própria emissora. Outros temas, como a dívida pública, a educação e medidas contra facções como PCC e Comando Vermelho, tiveram pouco espaço. A avaliação é que os dois favoritos ainda podem apresentar propostas e projetos para o futuro do país antes da rodada final, prevista para o próximo dia 4.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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