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The Economist vê risco de estagnação em nova disputa entre Lula e Flávio
Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Mateus Bonomi/Anadolu/Getty Images
Mundo

The Economist vê risco de estagnação em nova disputa entre Lula e Flávio

Editorial afirma que os dois nomes não apresentam respostas convincentes para a corrupção e o aumento dos gastos públicos no Brasil.

A revista britânica The Economist afirmou que o Brasil corre o risco de dar as costas para o futuro caso a eleição presidencial seja marcada por uma nova disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Em editorial publicado nesta quinta-feira, 24, a publicação descreveu os dois caminhos como desoladores e comparou o país a um avião parado na pista.

A avaliação é que nenhum dos dois candidatos apresenta uma resposta convincente para a corrupção entranhada e a expansão dos gastos públicos. Para a revista, o futuro brasileiro pode ficar em suspenso por pelo menos mais quatro anos. A eleição geral está marcada para 4 de outubro.

O editorial retoma a imagem de Brasília, construída na década de 1950 com vias desenhadas no formato de um avião. A capital aparece como símbolo de um país preparado para decolar, mas a revista afirma que a economia brasileira estagnou, tanto na comparação com seus pares quanto diante do crescimento médio global.

Críticas aos candidatos

A Economist reconhece a posição favorável de Lula à proteção ambiental, mas afirma que o presidente fez pouco para estimular o crescimento econômico, controlar os gastos públicos e aprovar reformas relevantes. A publicação também menciona a idade do petista, que está prestes a completar 81 anos, e faz uma comparação com Joe Biden, que tinha a mesma idade quando desistiu de disputar a reeleição nos Estados Unidos, em 2024.

Flávio Bolsonaro é criticado por questionar a influência humana nas mudanças climáticas e a confiabilidade das urnas eletrônicas. A revista também afirma que o senador sugeriu que poderia não reconhecer uma eventual vitória de Lula. Entre as propostas atribuídas a Flávio está o perdão ao pai, Jair Bolsonaro, condenado em setembro de 2025 a 27 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado.

Apesar da avaliação negativa, a publicação diz que o futuro do país não está totalmente morto. O editorial cita como instituições ainda funcionais a Polícia Federal, em investigações sobre o Banco Master e Daniel Vorcaro, além da imprensa e da diplomacia brasileira.

Na quinta-feira 24, a revista também publicou uma reportagem opinativa com críticas a Flávio e Lula, chamados, respectivamente, de “filho de nepotismo vingativo” e “esquerdista caduco”.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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