BERLIM — Os eleitores da capital alemã escolhem neste domingo (20) a nova composição da Câmara dos Representantes, que terá mandato de cinco anos. O partido Die Linke, liderado por Elif Eralp, aparece à frente nas pesquisas, em uma disputa apertada com a conservadora CDU.
Até sábado, a legenda de esquerda tinha 21% das intenções de voto, segundo o instituto Infratest Dimap. A CDU, que atualmente governa em coalizão com os social-democratas, registrava 20%. Já a Alternativa para a Alemanha (AfD) estava em terceiro lugar, com 18%.
Eralp é filha de imigrantes turcos. A principal bandeira do Die Linke é uma regulamentação mais rígida do mercado de aluguéis, incluindo a desapropriação de grandes empresas privadas do setor imobiliário. No comício de encerramento da campanha, na sexta-feira (18), ela defendeu políticas voltadas à população que mantém a cidade em funcionamento.
“Não é uma lei da natureza que os ricos fiquem mais ricos, que uma em cada quatro crianças viva agora na pobreza, enquanto o número de bilionários e milionários triplicou”, afirmou a candidata.
Habitação e imigração
A CDU, liderada por Stefan Evers, concentrou sua campanha em segurança, transporte e construção de moradias. O partido rejeita as propostas do Die Linke para o setor habitacional e as classifica como populistas. Evers também acusou a esquerda de tolerar antissemitismo e de defender desapropriações em massa.
A AfD, cuja candidata em Berlim é Kristin Brinker, tenta aproveitar o resultado obtido no início deste mês na eleição estadual da Saxônia-Anhalt. O partido relaciona a crise habitacional a restrições à imigração.
Em Berlim, porém, habitação e preços dos aluguéis são as principais preocupações dos eleitores. O tema ganha peso porque 85% dos domicílios são alugados, enquanto a imigração teve maior destaque em outras eleições estaduais alemãs.
Cerca de 2,5 milhões de pessoas estão aptas a votar. Entre as possíveis coalizões estão uma aliança entre Die Linke, Verdes e SPD ou uma composição formada por CDU, Verdes e SPD.








