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Especialista critica exigências dos EUA nas negociações tarifárias com o Brasil
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Especialista critica exigências dos EUA nas negociações tarifárias com o Brasil

Thiago de Aragão afirma que parte das condições é inexequível e que o confronto interessa politicamente aos dois governos.

Thiago de Aragão, sócio da Arko Advice International, criticou a lista de exigências apresentada pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil para reduzir as tarifas impostas pelos norte-americanos. Para ele, as condições não correspondem à realidade da relação comercial entre os dois países.

Aragão avaliou que a dependência comercial brasileira em relação aos Estados Unidos é relativamente baixa. Por isso, considerou desproporcional o impacto das tarifas sobre determinadas indústrias brasileiras diante do peso dessas exportações no conjunto das vendas externas do país.

Itens considerados inexequíveis

O especialista também afirmou que alguns pontos da lista não seriam aplicáveis na prática. Entre os exemplos, citou a possibilidade de exigir que companhias aéreas brasileiras, como Latam, Azul e Gol, comprassem aeronaves da Boeing.

Na avaliação de Aragão, a escolha dos aviões é uma decisão das próprias empresas. A presença de uma condição desse tipo, segundo ele, indicaria que o governo americano não teria um desejo real de negociar.

Confronto político

Aragão disse ainda que o impasse entre os governos dos Estados Unidos e de Lula pode ser conveniente para os dois lados. Segundo o especialista, o confronto funciona como uma ferramenta narrativa e permite que ambos se capitalizem politicamente a partir do conflito.

Ele lamentou, porém, os efeitos da disputa sobre o setor produtivo brasileiro. Empresas e indústrias atingidas pelas tarifas, afirmou, são prejudicadas de forma injusta e não conseguem identificar uma possibilidade de solução a curto ou médio prazo.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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