RIO DE JANEIRO — A TV Globo cancelou o debate entre os candidatos à Presidência nesta quinta-feira (1º/10), menos de 1 hora antes do início previsto. O confronto seria realizado às 21h30, depois do Jornal Nacional, mas a emissora alegou insegurança jurídica após decisões judiciais tomadas pouco antes do evento.
A primeira decisão foi da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pedido da campanha de Lula (PT). A medida proibiu a exibição do púlpito vazio reservado ao candidato e impediu perguntas dos participantes aos candidatos ausentes, pontos previstos nas regras do debate.
Depois da decisão, Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que não participaria. Lula já havia confirmado na quarta-feira (30/09) que não iria ao encontro e escolheu conceder uma entrevista ao Flow Podcast. A Globo informou às campanhas que poderia convidar outro candidato caso um dos nomes inicialmente convocados não comparecesse.
Outra decisão, do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a participação de Renan Santos (Missão), em ação movida pelo partido Solidariedade. Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) já estavam nos estúdios da emissora, no Rio.
A presença de Zema havia sido garantida por decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, na terça (29/09). O Novo argumentou que passou a ter cinco parlamentares, número que atende à exigência legal para a participação obrigatória em debates.
Como seria o debate
O encontro seria mediado por César Tralli e teria quatro blocos: dois com temas determinados e dois com temas livres, além das considerações finais. A dinâmica seria realizada em torno de um mapa do Brasil, com discussões sobre a preservação da Amazônia, a segurança nas fronteiras, o combate ao crime organizado e a infraestrutura para exportações.
Os candidatos também poderiam escolher temas exibidos no telão para formular perguntas. Depois do debate, cada participante teria a possibilidade de conceder uma entrevista coletiva de 10 minutos.
Até o cancelamento, havia sido realizado apenas um debate entre os presidenciáveis, promovido pela Band no dia 23 de agosto, com Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury. O encontro da Globo seria o último confronto televisivo antes da votação de domingo, 4 de outubro.









