O Estado-Maior das Forças Armadas do Irã classificou como “sinal do desespero estratégico” a ameaça de Donald Trump de “aniquilar” a República Islâmica caso o conflito entre os dois países não seja resolvido. A declaração foi divulgada nesta quarta-feira, 23, pela agência iraniana Mehr.
Trump voltou a ameaçar Teerã durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O presidente dos Estados Unidos afirmou que precisa tomar uma “grande decisão”: buscar um acordo com o Irã ou intensificar a ofensiva militar.
Na fala, Trump mencionou a possibilidade de firmar um acordo que permita ao país se reconstruir ou de “aniquilar a República Islâmica” rapidamente. Ele disse que a medida teria o objetivo de impedir que o Irã voltasse a matar e destruir pessoas e países.
Resposta iraniana
As Forças Armadas iranianas acusaram Trump de usar o discurso nas Nações Unidas para tentar justificar uma “agressão” contra o país. O comunicado afirmou que o Irã está pronto para realizar ataques contra os Estados Unidos e Israel. Segundo o documento, as ações seriam “mais devastadores e menos previsíveis” do que as realizadas anteriormente.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, discursa na Assembleia Geral da ONU nesta quarta-feira.
A troca de ameaças ocorre durante a continuidade da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel. O conflito se prolonga há mais de seis meses, sem um acordo definitivo de cessar-fogo.
Na segunda-feira, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que as companhias aéreas iranianas ficariam impossibilitadas de operar globalmente nesta quarta-feira por causa das sanções americanas. Em 23 de setembro, ele declarou que “todas as companhias aéreas iranianas cessarão suas operações em todo o mundo”.
Bessent também disse que, se pousarem, as aeronaves não serão reabastecidas nem receberão serviços de pouso, e que as empresas que venderem passagens serão excluídas do sistema do dólar.








