Benjamin Netanyahu defendeu as ações de Israel na Faixa de Gaza e contra o Irã durante discurso nesta quinta-feira (24) na Assembleia Geral da ONU. Antes da fala, delegações de diversos países, incluindo a do Brasil, deixaram o plenário.
O primeiro-ministro israelense rejeitou as acusações de genocídio e classificou-as como a maior mentira do século. Ele afirmou que Israel impediu um genocídio e declarou que, ao se defender, o país também protege os Estados representados pelas delegações que saíram do salão.
Netanyahu também disse que Israel continuará defendendo o próprio Estado e afirmou que não tem outra escolha. Ao mencionar o Irã, declarou que, sem o ataque israelense, todos estariam mortos.
A delegação iraniana estava entre as ausentes. No lugar reservado ao país, diplomatas deixaram uma foto de Qasem Soleimani, chefe das Forças Quds da Guarda Revolucionária morto em um ataque dos Estados Unidos ordenado por Donald Trump durante o primeiro mandato do presidente americano.
Agradecimento a Trump
Netanyahu agradeceu a Trump pela liderança e afirmou que os Estados Unidos foram o maior parceiro de Israel na luta contra os chamados bárbaros. Os Estados Unidos são um dos principais aliados de Israel e enviam armamentos ao país do Oriente Médio.
A agenda do primeiro-ministro não previa reuniões com representantes do governo Trump. O último encontro dele com o presidente americano nos Estados Unidos ocorreu em agosto, sem a presença da imprensa ou de câmeras.
Antes do discurso, Netanyahu se reuniu com os líderes da Eslovênia e da Grécia. Também tinha encontros agendados com representantes do Panamá, Paraguai, Etiópia, Argentina, Bolívia e Papua-Nova Guiné.
Críticas ao prefeito de Nova York
Netanyahu atacou Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, acusando-o de antissemitismo e de distorcer os fatos. Ele afirmou que muitos judeus passaram a não se sentir seguros na cidade desde a eleição de Mamdani.
No início desta semana, Mamdani voltou a criticar Netanyahu e o classificou como criminoso de guerra. O prefeito reconheceu, porém, que não tinha autoridade para prender o líder israelense enquanto ele estivesse em Nova York, apesar de ter prometido isso durante a campanha.
Ao final, Netanyahu afirmou que Mamdani não poderia silenciá-lo.









