Integrantes da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva tentam convencê-lo a participar do debate presidencial da TV Globo, marcado para 1º de outubro, três dias antes da eleição. A equipe petista ainda não recebeu uma confirmação definitiva e reservou 30 de setembro e 1º de outubro na agenda do candidato.
A decisão deve ficar para a última hora. Tainá Falcão afirmou que o púlpito de Lula ficará vazio caso ele não compareça. Entre os defensores da participação estão o presidente do PT, Edinho Silva, e o ministro da Secom, Sidônio Palmeira.
Argumentos a favor e contra
Os aliados de Lula avaliam que o debate pode ser usado para confrontar Flávio Bolsonaro e apresentar ao público a avaliação do candidato sobre o adversário. O espaço também seria uma oportunidade para defender ações do governo e disputar a interpretação dos eleitores sobre custo de vida, segurança pública, economia e emprego.
A campanha petista aumentou as críticas ao principal adversário nas últimas semanas. Tainá relacionou a mudança de tom ao cenário de empate técnico indicado pelas pesquisas.
Uma ala da campanha, porém, recomenda cautela. A analista Larissa Rodrigues afirmou que Lula, por improvisar, pode cometer deslizes durante o encontro. Ela citou declarações recentes do presidente sobre o ministro Alexandre de Moraes, apesar de a campanha orientar que o tema não fosse abordado.
Também existe o receio de que outros candidatos, majoritariamente de direita e centro-direita, ataquem Lula ao mesmo tempo. Flávio Bolsonaro poderia explorar eventuais falhas do governo.
Posição de Flávio Bolsonaro
A campanha de Flávio mantém a decisão de não participar caso Lula não vá. Segundo Tainá, também há uma avaliação sobre o risco de o debate expor Flávio aos demais concorrentes, que aumentaram as críticas contra ele nos últimos dias.
Larissa disse que Flávio enfrenta dificuldades na disputa, especialmente depois da informação de que teria embarcado em uma aeronave relacionada a Daniel Vorcaro. Até agora, Lula e Flávio não participaram de debates televisivos nesta corrida eleitoral. Nos eventos anteriores, estiveram presentes apenas candidatos com menor pontuação nas pesquisas.








