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Islândia convoca embaixador dos EUA após mapa publicado por Trump
Foto: Truth Social/@realDonaldTrump
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Islândia convoca embaixador dos EUA após mapa publicado por Trump

Ministério das Relações Exteriores classificou a imagem, que inclui a ilha sob a bandeira americana, como inadequada.

O governo da Islândia convocou o embaixador dos Estados Unidos no país, Billy Long, depois que Donald Trump publicou uma imagem que cobre a ilha e outros territórios com a bandeira americana. O encontro foi convocado pela ministra das Relações Exteriores, Thorgerdur Gunnarsdottir, na segunda-feira (7).

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que a posição do governo foi apresentada de forma clara. “A posição foi claramente expressa de que a publicação foi completamente inadequada”, disse a pasta.

A imagem foi publicada por Trump na plataforma Truth Social, sem explicações. O mapa mostra os Estados Unidos, o Canadá, a Groenlândia, a Islândia, o México, a América Central e o Caribe sob a bandeira dos EUA. Toda a área aparece identificada como “Estados Unidos da América”.

Long assumiu formalmente o cargo de embaixador no mês passado. A publicação reacendeu o contexto de tensão provocado pelas declarações de Trump sobre a possibilidade de os Estados Unidos adquirirem a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca.

Reações na Europa

As declarações sobre a Groenlândia geraram tensão entre Washington e Copenhague, países que estão entre os membros fundadores da Otan, além de repercussão em outros países europeus.

No mês passado, a Islândia rejeitou, em referendo, a retomada das negociações para entrar na União Europeia. Os planos de Trump para a Groenlândia estavam presentes no contexto da votação. Defensores da retomada citaram dúvidas sobre a confiabilidade dos Estados Unidos, enquanto analistas apontaram questões econômicas internas como decisivas para o resultado.

A imagem foi publicada poucas horas depois de a Comissão Europeia anunciar um investimento de € 200 milhões (US$ 232,5 milhões) na Groenlândia, durante visita de Ursula von der Leyen.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou em Nuuk que o governo e a população da Groenlândia mantêm a mesma posição. “O governo da Groenlândia e o povo groenlandês disseram repetidamente que não querem ser americanos”, declarou.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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