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Lula terá passagem curta por Nova York e defenderá cooperação na ONU
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Lula terá passagem curta por Nova York e defenderá cooperação na ONU

Presidente chega neste domingo e participa de encontro com o prefeito Zohran Mamdani antes de discursar na Assembleia Geral na terça-feira.

O presidente Lula chega neste domingo, 20, a Nova York para uma agenda de pouco mais de 48 horas na Assembleia Geral da ONU. O desembarque está previsto para as 18h30, no aeroporto internacional John F. Kennedy, no horário local.

A programação confirmada inclui uma reunião com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, na segunda-feira, 21, e o discurso de abertura do Debate Geral, na manhã de terça-feira, 22. Após falar na tribuna, Lula seguirá para o aeroporto e retornará ao Brasil no mesmo dia.

A equipe que acompanha o presidente informou ter recebido mais de 30 pedidos de reuniões bilaterais, mas poucos compromissos foram confirmados. Lula também não participará da solenidade de lançamento da iniciativa Partners for Multilateralism, ou P4M, marcada para segunda-feira na sede da ONU.

Artigo em defesa do multilateralismo

Mesmo fora do evento, o presidente formalizou o apoio brasileiro à iniciativa antes de chegar aos Estados Unidos. Lula é um dos quatro signatários de um artigo publicado neste domingo, ao lado de António Costa, presidente do Conselho Europeu; William Ruto, presidente do Quênia; e Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá.

O texto defende a reforma da ONU e de outras instituições para torná-las mais representativas, legítimas e eficazes. Também propõe ampliar a cooperação entre organizações regionais e melhorar a governança econômica global.

A P4M é apresentada como um arranjo aberto e flexível, e não como um bloco fechado. A proposta reúne países dispostos a cooperar apesar de divergências, com base em princípios como igualdade soberana, integridade territorial, solução pacífica de controvérsias, proibição do uso da força e respeito ao direito internacional humanitário.

Os autores afirmam que “A comunidade global é mais interdependente do que nunca, mesmo à medida que se torna mais fragmentada e polarizada”. Também dizem que “A cooperação não é um ato de idealismo, é uma necessidade prática”.

O artigo cita dados para sustentar a defesa da cooperação internacional. O comércio mundial chegou a US$ 35 trilhões no ano passado, enquanto quase três quartos da humanidade estão conectados à internet. Em sentido contrário, 2025 teve 65 conflitos armados entre Estados, o maior número desde 1946, e os gastos militares alcançaram US$ 2,9 trilhões.

A ONU enfrenta uma crise financeira, descrita por António Guterres como risco de colapso. O problema é agravado por contribuições atrasadas, em grande parte devidas pelos Estados Unidos. O país pagou parte dos valores antes da Assembleia, mas ainda mantém bilhões em atraso.

O artigo também cita a frase de Guterres de que “As superpotências estão descobrindo seus limites”. Para os signatários, a escolha é renovar a cooperação em um mundo em transformação ou permitir que a lógica da força defina a próxima era.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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