Às vésperas da Assembleia Geral da ONU, Lula e líderes do Conselho Europeu, do Quênia e do Canadá defenderam a cooperação multilateral e a reforma das instituições internacionais. A proposta foi apresentada em um manifesto assinado também por António Costa, presidente do Conselho Europeu, William Ruto, presidente do Quênia, e Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá.
Publicado neste domingo (20), o artigo afirma que o mundo enfrenta um paradoxo: a integração entre países aumentou, mas as relações internacionais estão mais fragmentadas e polarizadas. Os líderes destacam que o comércio global alcançou US$ 35 trilhões no ano passado e que bilhões de pessoas estão conectadas à internet.
Ao mesmo tempo, o manifesto aponta que a geopolítica segue em direção oposta, com o maior número de conflitos no mundo desde a Segunda Guerra Mundial. O texto também afirma que os vínculos econômicos são usados cada vez mais como instrumentos de pressão e coerção.
Propostas
Entre as medidas defendidas estão a reforma da ONU e o fortalecimento da cooperação entre organizações regionais. O manifesto cita desafios como a IA e as mudanças climáticas, além da necessidade de atualizar o sistema multilateral para a realidade atual.
Os líderes dizem que a competição entre países não precisa resultar em confronto, desde que existam canais de diálogo e cooperação. Também afirmam que a soberania é fortalecida quando os países atuam juntos diante de desafios compartilhados.
“A questão não é saber se o multilateralismo pode sobreviver, mas como ele deve evoluir para atender às realidades de nosso tempo”, diz o manifesto, que convoca outros líderes a apoiar a iniciativa.








