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Mosaico de 10 metros é descoberto nas Termas de Trajano, em Roma
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Mosaico de 10 metros é descoberto nas Termas de Trajano, em Roma

Obra retrata figuras mitológicas, poetas e uma cidade portuária; arqueólogos ainda investigam sua origem e extensão total.

Um mosaico de parede com 10 metros de altura e 16 metros de largura foi encontrado em uma galeria subterrânea nas Termas de Trajano. Arqueólogos consideram a peça a maior desse tipo já localizada no mundo romano antigo.

A descoberta ocorreu no Colle Oppio, perto do Coliseu, e foi apresentada ao público na terça-feira, 8. Batizada de Grande Mosaico, a obra reúne centauros, poetas com coroas de louros, mulheres nuas, musas e colunas ornamentadas. Pequenos mosaicos brancos nas colunas criam um efeito que simula a luz do sol.

“É certamente o maior mosaico de parede já encontrado em Roma e possivelmente no mundo”, afirmou o arqueólogo Francesco Pacetti, que participa da escavação.

Na parte inferior, a cena mostra uma cidade portuária com muralhas de pedra, um portão principal com duas torres e um templo ao fundo. Os pesquisadores ainda não sabem se o local representado existiu ou foi imaginado. Óstia é uma das possibilidades levantadas por Pacetti.

A decoração também inclui tons de azul e terracota, hoje desbotados, além de um filósofo barbudo em tamanho natural, sua musa, um jovem poeta e um palco teatral com mármore azul e branco. Algumas figuras podem retratar pessoas reais; outras talvez representem Eneias, herói mítico troiano associado à fundação de Roma.

Origem e novas escavações

Os especialistas avaliam que o mosaico pode ter decorado uma domus, residência privada de uma família rica, ou integrado a Domus Aurea, palácio construído pelo imperador Nero depois do incêndio que destruiu grande parte de Roma em 64 d.C.

A obra pode ter sido maior. A parte superior foi cortada quando as fundações das Termas de Trajano foram erguidas sobre a estrutura, e a base ainda não foi totalmente escavada. Outra seção, com uma cena de colheita de uvas e produção de vinho, está sendo investigada.

Na mesma galeria, foram encontrados tubos de chumbo que levavam água dos aquedutos aos banhos. As inscrições “Therm” e “Traian” aparecem gravadas nas peças.

Os arqueólogos também localizaram um afresco de 2.000 anos, chamado Cidade Pintada. Com 10 metros quadrados, ele retrata uma cidade murada, um teatro, um templo com estátua de Apolo, pátios com estátuas douradas e blocos de apartamentos romanos. Descoberto durante escavações na década de 1990, o afresco passou por restauração recente.

As Termas de Trajano foram inauguradas em 109 d.C. sobre vestígios da Domus Aurea. O complexo ocupa 60 mil metros quadrados de ruínas e inclui uma êxedra, parede semicircular com nichos que sugere o uso do local como biblioteca na Antiguidade.

O espaço foi transformado em museu, com passarelas e iluminação para a visitação pública. Autoridades de Roma também informaram que o local deve voltar a receber lançamentos de livros, em referência à sua função original.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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