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Mercado reage à frente de Flávio Bolsonaro e aposta em ajuste fiscal
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Mercado reage à frente de Flávio Bolsonaro e aposta em ajuste fiscal

Ibovespa bate recorde, dólar recua e economistas apontam resultado eleitoral e composição do Congresso como fatores para a alta.

Os mercados financeiros brasileiros reagiram com forte alta nesta segunda-feira (5/10), depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por 47,03% a 45,16% dos votos válidos.

O Ibovespa alcançou o recorde histórico por volta das 10h40, aos 209,6 mil pontos. Depois, operava em alta de 8,75%, aos 208,9 mil pontos. O dólar comercial caía 4,32%, cotado a R$ 4,99, após chegar abaixo de R$ 4,95.

Para Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, o resultado inesperado explica parte da reação. Ele afirmou que, se novas pesquisas ampliarem a distância entre Flávio e Lula, o mercado poderá registrar outro período de alta rápida.

Expectativa por ajuste fiscal

Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, atribui o movimento a uma combinação de fatores: a expectativa de uma agenda fiscal de Flávio, a composição do Congresso e a possibilidade de Lula não disputar novas eleições presidenciais. Na avaliação dele, esses elementos aumentam a perspectiva de reformas e reduzem a expectativa de uma alternância próxima para políticas de expansão de gastos.

Levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) mostra que a bancada de direita na Câmara dos Deputados passou de 248 para 260 deputados, com ganho de 12 cadeiras em relação a 2022. No Senado, o grupo cresceu de 32 para 48 senadores. Os campos de centro e centro-esquerda diminuíram na Câmara.

Vale ressalta que ainda não está definido se Flávio fará um ajuste fiscal caso seja eleito. Segundo ele, isso dependerá principalmente das escolhas para a Fazenda e da capacidade de articulação no Congresso. O economista também vê o risco de o eventual governo priorizar medidas para livrar o pai de Flávio da prisão, em vez de concentrar esforços na reorganização das contas públicas.

Sanchez prevê volatilidade nas próximas semanas. Para ele, os mercados poderão continuar subindo se Flávio vencer ou seguir na direção oposta caso Lula seja reeleito. As incertezas, segundo o economista, diminuíram, mas continuam grandes.

Medidas prometidas

Os auxiliares de Flávio na área econômica prometem cortar gastos equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), rever o arcabouço fiscal e reduzir a estrutura do governo. A campanha ainda não apresentou uma conta detalhada para alcançar o ajuste, estimado em cerca de R$ 190 bilhões.

Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e porta-voz de Flávio na área econômica, citou a securitização da dívida ativa, um fundo imobiliário com imóveis da União, a antecipação de royalties, a revisão das estatais dependentes e a ampliação de concessões e parcerias público-privadas.

Em entrevista à GloboNews em meados de agosto, Daniella estimou que a securitização poderia gerar de R$ 200 bilhões a R$ 400 bilhões. Ao falar sobre a revisão das estatais, ela mencionou os Correios, que fecharam 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, conforme balanço da empresa.

A equipe de Flávio negou que o plano inclua o fim do reajuste real do salário mínimo ou a desvinculação de benefícios previdenciários do salário-base. Em sabatina na TV Globo em agosto, o candidato disse: "Não farei economia com quem ganha salário mínimo e não farei economia com aposentados".

Flávio também afirmou que pretende cortar gastos combatendo a corrupção, reduzindo a burocracia e diminuindo impostos. Na reta final da campanha, criticou o reajuste do Bolsa Família promovido por Lula, que elevou o valor mínimo de R$ 600 para R$ 691 por família, mas declarou que manterá o valor caso seja eleito.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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