Dezenas de migrantes embarcaram em botes infláveis na madrugada deste domingo (6), na costa francesa, em uma tentativa de chegar ao Reino Unido pelo Canal da Mancha. Policiais franceses acompanharam a movimentação a pé e em barcos de patrulha. Uma lancha tentou impedir a saída das embarcações.
Vários botes conseguiram deixar a costa, mas dezenas de pessoas permaneceram na praia por não conseguir embarcar. A rota é marcada por fortes correntes, e migrantes já morreram durante a travessia. Traficantes de pessoas costumam colocar passageiros acima da capacidade dos botes, que ficam com pouca condição de flutuar.
A Frontex, agência de fronteiras da União Europeia, informou na sexta-feira (4) que enviará embarcações ao Canal da Mancha e ao Mar do Norte para auxiliar nas buscas e no resgate. Serão enviados dois barcos espanhóis entre setembro e outubro. Depois, uma embarcação da Lituânia deverá atuar na região até janeiro, junto às patrulhas francesas.
Em agosto, a guarda costeira francesa resgatou 157 pessoas de um barco que pegou fogo. A migração também está no centro do debate político no Reino Unido, onde o Partido Trabalhista enfrenta o Reform UK, que prometeu impedir a chegada de migrantes em barcos.
Resgate nas Ilhas Canárias
Na quinta-feira (3), o serviço de resgate marítimo da Espanha auxiliou 45 migrantes na costa das Ilhas Canárias, informou a Cruz Vermelha. O grupo tinha uma mulher e 44 homens e foi localizado a 60 milhas de Gran Canaria antes de ser levado ao porto de Arguineguin.
A Cruz Vermelha informou que cinco pessoas morreram por causa das condições adversas do mar. Os corpos permaneceram na embarcação, que ficou à deriva. Migrantes em más condições foram transportados de helicóptero para o hospital Dr. Negrin.
Dados do Ministério do Interior, divulgados em 31 de agosto, indicam queda de 57,4% neste ano no número de migrantes que chegam às Ilhas Canárias vindos da África Ocidental.








