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Minas pode deixar de repetir o resultado da eleição presidencial em 2026
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Minas pode deixar de repetir o resultado da eleição presidencial em 2026

Estado acompanhou o vencedor nacional desde 1989, mas pesquisas e análises apontam uma disputa mais apertada em 2026.

Minas Gerais pode deixar de acompanhar o resultado da eleição presidencial brasileira em 2026. Desde 1989, primeira eleição após a redemocratização, o vencedor no Estado também venceu no país. A sequência inclui Fernando Collor de Melo, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro, além de Lula novamente.

O Estado é o segundo maior colégio eleitoral do país e reúne diferenças regionais que ajudam a explicar seu peso político. Minas faz divisa com Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal e Espírito Santo. Para o cientista político Thiago Silame, da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), há uma Minas paulista, carioca, baiana, goiana e uma porção central associada à descrição de Guimarães Rosa.

Disputa mais apertada

O jornalista de dados e cientista político Fábio Vasconcellos, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), avalia que Minas se tornou menos decisiva para definir o vencedor nacional. A análise considera o histórico do voto mineiro e o comportamento das chamadas cidades-pêndulo, que alternam o vencedor de acordo com cada eleição.

Em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro em Minas com 50,2% dos votos válidos, contra 50,9% no resultado nacional. Foi a primeira vez que a margem mineira ficou abaixo da nacional e também a vitória mais apertada do PT no Estado.

Para Vasconcellos, Minas apresenta atualmente uma inclinação pendular à direita e tem contribuído menos para as vitórias petistas. Ele considera possível que Lula vença no Brasil e perca em Minas, ou que Flávio Bolsonaro vença nacionalmente sem ganhar no Estado.

A analista de política Bertha Maakaroun afirma que ainda é cedo para conclusões. Nas pesquisas divulgadas em 24 e 25 de setembro, Lula aparecia com 39% das intenções de voto no primeiro turno em Minas, contra 37% de Flávio Bolsonaro. No cenário nacional, os índices eram de 40% e 36%, respectivamente.

Diferenças entre as regiões

O norte de Minas, o Vale do Jequitinhonha e o Vale do Mucuri formam, na pesquisa de Vasconcellos, um núcleo de apoio consolidado à esquerda, com vitórias do PT acima de 60% desde 2002. A Zona da Mata também costuma votar mais à esquerda, mas Lula teve 57,8% em 2022, mais de 5 pontos percentuais abaixo da média histórica da região.

No Triângulo Mineiro, além das regiões noroeste e central, Jair Bolsonaro venceu em 2022 com 53,5%. Historicamente, essas áreas tinham média de 53,1% para o PT. Segundo Vasconcellos, o Triângulo é uma região próxima do agronegócio e concentra parte da perda de votos petistas.

A faixa mais próxima de São Paulo mantém uma vantagem mais consolidada da direita. Já a área que reúne Grande Belo Horizonte, Vale do Rio Doce e Campo das Vertentes pode ser decisiva por concentrar 43% do eleitorado mineiro. Desde 2002, a média histórica favorece o PT, com 55,8%, mas Bolsonaro venceu ali por uma margem apertada na última eleição.

Entre as 110 cidades mineiras que elegeram Dilma Rousseff em 2014, votaram em Bolsonaro em 2018 e voltaram a escolher Lula em 2022, 44 ficam na Grande Belo Horizonte, nas Vertentes e no Vale do Rio Doce. Outras 23 estão na Zona da Mata.

Eleição para o governo

O comportamento do eleitor para governador não segue necessariamente o voto para presidente. Minas elegeu Aécio Neves e Antônio Anastasia, ambos do PSDB, enquanto deu vitórias presidenciais a Lula e Dilma. Também houve coincidência entre a eleição de Fernando Pimentel e a reeleição de Dilma, além da vitória de Romeu Zema junto a Bolsonaro.

Em 2026, o senador Cleitinho, do Republicanos, aparece como o nome mais forte na disputa pelo governo estadual. Ele mantém o discurso de outsider, embora esteja há alguns anos na política. Cleitinho já declarou apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência, mas também afirmou ser de direita e ter o coração para todos.

O palanque oficial do bolsonarismo em Minas é liderado por Flávio Roscoe, do PL. Do outro lado, o PT tem como candidato ao governo o ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias.

Para Maakaroun, o voto para governador é separado da escolha presidencial. O histórico mineiro indica que o eleitor não segue uma fórmula fixa, e o resultado de 2026 permanece em aberto.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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