O sanduíche está entre os pratos mais populares da culinária prática em todo o mundo. No Brasil, aparece em versões como hambúrguer, cachorro-quente, sanduíche natural, bauru, misto-quente e preparos com mortadela, atum ou pernil.
A origem exata da ideia não é comprovada. A versão mais conhecida situa o surgimento na Inglaterra, em 1762, durante o século XVIII. O personagem central é John Montagu, aristocrata conhecido também como o 4º Conde de Sandwich, que gostava de passar longos períodos jogando cartas e bridge.
O nome do prato
Durante uma partida, Montagu teria pedido algo rápido para comer sem precisar interromper o jogo. Um serviçal voltou da cozinha com duas fatias de pão e um pedaço de carne entre elas, provavelmente salame. O conde aprovou a combinação e passou a repetir a refeição à noite.
A associação com seu título fez com que a preparação fosse chamada de sandwich. Os amigos que participavam das partidas também passaram a pedir o mesmo lanche, ajudando a espalhar o nome pelos pubs londrinos.
Apesar da popularização ligada ao conde inglês, preparações semelhantes já existiam em outras culturas. Ricardo Maranhão, professor de gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, afirma que romanos, judeus e otomanos já consumiam carne com pão antes da difusão ocidental do prato.
“Antes de Cristo, nos antigos rituais de Pessach, a páscoa judaica, já se fazia uma mistura de pão com alguns tipos de embutidos”, disse Maranhão. Há também relatos de combinações parecidas durante as dinastias chinesas Qin, cerca de 221 antes de Cristo, e Shou, de 1045 antes de Cristo.
Expansão nas cidades
O sanduíche se tornou ainda mais presente na rotina durante o século XIX, quando jornadas de trabalho mais longas aumentaram a procura por refeições rápidas. Para Maranhão, a Revolução Industrial impulsionou a popularização dos almoços rápidos entre trabalhadores das grandes cidades.
Com o tempo, o formato foi adaptado a diferentes culturas e tradições culinárias. Versões naturais, com vegetais, proteínas e grãos integrais, passaram a ser vistas como alternativas práticas dentro de dietas equilibradas, embora não substituam as refeições.








