Donald Trump aparece pouco nos anúncios de televisão produzidos por republicanos para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Desde o início de setembro, os democratas citaram o presidente com muito mais frequência do que o partido republicano.
Entre 1º e 15 de setembro, os republicanos veicularam 12 anúncios que mencionavam Trump, com investimento de cerca de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,1 milhões), conforme dados da AdImpact. No mesmo período, foram produzidos mais de 500 anúncios republicanos, que somaram mais de US$ 160 milhões (cerca de R$ 825,4 milhões).
A estratégia predominante é atacar candidatos democratas e tentar associá-los a posições rejeitadas pelos eleitores. Em Michigan, um anúncio contra Mike Rogers afirma: “totalmente a favor da guerra, totalmente a favor de Trump”. No Maine, uma peça contra a senadora Susan Collins diz que ela “faz o que é melhor para Trump”.
Aliados também evitam destacar o presidente
Grupos ligados a Trump ampliaram os gastos, mas continuam sem usar o nome do presidente na maior parte das peças. Um novo super PAC associado à MAGA Inc. comprou mais de 100 milhões de dólares em espaço publicitário para apoiar republicanos em situação vulnerável, sem mencionar Trump até o momento.
O grupo No Going Back PAC tem concentrado os anúncios em ataques a democratas como Abdul El-Sayed, Sherrod Brown e Roy Cooper. A MAGA Inc. declarou ter mais de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões de reais) em caixa em seus relatórios mais recentes à FEC.
Também não foram detectados anúncios que divulguem a proposta de Trump de pagar US$ 5.000 (aproximadamente R$ 25.800 reais) a cada adulto americano caso os republicanos vençam as eleições de meio de mandato.
Impostos são foco dos republicanos
Os republicanos veicularam mais de 200 anúncios sobre tributação em setembro, com gastos superiores a 70 milhões de dólares (aproximadamente 361 milhões de reais), segundo a AdImpact. O valor representa cerca de dois quintos do orçamento publicitário do partido no período.
Alguns candidatos mencionam a colaboração com Trump, mas também tentam demonstrar independência. Ashley Hinson, candidata ao Senado por Iowa, fala em cortes de impostos e em cooperação com o outro partido. Em Nova York, Mike Lawler divulgou sua atuação com Trump na lei “One Big Beautiful Bill Act” e incluiu elogios do presidente em um comício.
Trump, por sua vez, tem pedido que as eleições sejam tratadas como um julgamento sobre seu governo. “Imaginem que meu nome está na cédula”, disse aos apoiadores.








