Estados Unidos e China discutem a criação de um canal para comunicar possíveis incidentes envolvendo inteligência artificial e tratar dos riscos ligados à tecnologia. As conversas ocorreram antes do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, realizado nesta semana.
Apesar dessa tentativa de manter algum nível de comunicação, Trump afirmou neste sábado (26/9) que prefere não integrar os esforços dos dois países no desenvolvimento da IA. Para o presidente americano, os Estados Unidos estão à frente da China e não devem compartilhar sua posição.
“Prefiro não integrar, porque estamos muito à frente”, disse Trump. Ele também afirmou que o governo chinês tenta limitar o avanço americano na área.
Disputa por chips e modelos
Segundo Trump, os dois presidentes falaram sobre “superinteligência”, mas dedicaram pouco tempo ao assunto. A inteligência artificial é um dos principais campos de competição entre Washington e Pequim, com disputa pelo desenvolvimento de modelos avançados, chips e infraestrutura para treinar e operar esses sistemas.
Desde 2022, os Estados Unidos restringem a venda à China de chips avançados e de equipamentos usados na fabricação desses componentes. A medida busca limitar o acesso chinês à capacidade computacional necessária para sistemas de IA de ponta.
A China investe na produção doméstica de chips e em alternativas às tecnologias americanas. Empresas como DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI ampliaram sua presença, enquanto o país aumentou a fabricação de componentes próprios para atender à demanda de seus sistemas de inteligência artificial.
Washington considera o domínio da tecnologia estratégico para a economia e a segurança nacional. Ao mesmo tempo, o avanço das empresas chinesas reduziu a distância tecnológica entre os dois países.








