O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ao líder chinês, Xi Jinping, que qualquer apoio da China ao Irã seria considerado inaceitável. A advertência ocorreu durante a reunião dos dois presidentes na Casa Branca, na quinta-feira, 24, conforme relatou o embaixador americano na China, David Perdue.
Perdue disse que Washington deixou claro que não aceitaria ajuda direta ou indireta de Pequim, incluindo inteligência, peças ou equipamento militar. Segundo o embaixador, Trump repetiu a mensagem durante o encontro. “O presidente Trump deixou isso muito claro novamente ontem”, afirmou.
O diplomata também declarou que a China garantiu aos Estados Unidos não estar ajudando o Irã. De acordo com Perdue, Washington já teria observado movimentos nesse sentido e recebeu de Pequim o compromisso de que não há apoio chinês às forças iranianas.
Guerra no Irã esteve entre os temas
Questionado durante uma visita de Trump e Xi aos Arquivos Nacionais, em Washington, o presidente americano confirmou nesta sexta-feira que a guerra no Irã foi discutida na reunião. “Sim, discutimos”, respondeu.
A questão iraniana está entre os pontos de atrito nas relações entre Washington e Pequim. A China mantém relações econômicas com Teerã e resiste à pressão americana para reduzir esses vínculos. Os Estados Unidos acusam entidades chinesas de oferecer assistência que pode beneficiar as forças iranianas.
A reunião ocorreu durante a visita de Estado de Xi aos Estados Unidos e também tratou de comércio, inteligência artificial e Taiwan. Trump destacou a relação pessoal com o presidente chinês e afirmou que os dois países fizeram avanços em temas de interesse comum. Xi defendeu a continuidade do diálogo, o fortalecimento da confiança e a prevenção de conflitos.
O presidente chinês disse que China e Estados Unidos devem manter a linha de não conflito e aperfeiçoar mecanismos para evitar confrontos. Ele também pediu tratamento justo para empresas chinesas nos Estados Unidos.
Apesar dos elogios públicos, o encontro terminou sem anúncios de grandes avanços nos temas mais delicados da relação bilateral. A visita ocorre durante as comemorações dos 250 anos de independência dos Estados Unidos.








