O tufão Dujuan deixou pelo menos sete mortos e 22 feridos no leste do Japão. A tempestade também provocou deslizamentos e inundações, enquanto quase 60.000 casas ficaram sem energia elétrica na província de Chiba. As informações foram divulgadas pelas autoridades nesta terça-feira, 22.
As operações de busca continuavam para localizar seis pessoas desaparecidas após os deslizamentos causados pelas chuvas torrenciais. Na cidade de Yokosuka, uma mulher de 60 anos morreu soterrada pela lama que invadiu sua casa. Outros três mortos tinham entre 50 e 80 anos.
Na segunda-feira, o sistema avançou pelo Pacífico, próximo à costa, com rajadas de vento de até 194 quilômetros por hora. A região de Kanto foi a mais afetada. A área inclui Tóquio, as prefeituras de Chiba e Kanagawa e as ilhas Izu.
Voos cancelados e recordes de chuva
O tufão impediu a decolagem de 135 voos da Japan Airlines e de 140 da All Nippon Airways. Mais de 1,6 milhão de moradores de Tóquio e das áreas próximas foram aconselhados a deixar suas casas na segunda-feira, segundo a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres.
Na ilha de Oshima, localizada a cerca de 120 km ao sul do centro de Tóquio, o acumulado chegou a 832 mm em 48 horas. O volume supera o dobro da média de chuva para todo o mês de setembro. No distrito de Edogawa, em Tóquio, foram registrados 282,5 mm em 24 horas, um recorde.
As chuvas também provocaram inundações generalizadas em Chiba no mês passado. O episódio deixou passageiros retidos no aeroporto de Narita e danificou irreparavelmente mais de 10.000 carros.
Setembro é historicamente o mês de maior risco de danos causados por tufões no Japão, que costuma registrar cerca de três impactos diretos por ano. Dujuan é o 25º tufão da temporada e o décimo ciclone tropical a atingir o país desde junho.
O El Niño se desenvolveu no Pacífico tropical em 2026 e deve alcançar intensidade elevada no segundo semestre, segundo a Organização Meteorológica Mundial. O fenômeno não criou o Dujuan, mas pode alterar condições que influenciam a formação, a intensidade e a trajetória dos ciclones no Pacífico.
Águas quentes associadas à corrente Kuroshio ajudaram a manter a força do tufão perto do arquipélago. A previsão era de enfraquecimento em latitudes mais altas, com a entrada do sistema em uma área de maior cisalhamento do vento e águas mais frias.







