A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs nesta quarta-feira (16) a criação de um Conselho de Segurança Europeu com a participação da União Europeia, do Canadá, do Reino Unido e da Noruega. A ideia é estabelecer um protocolo para que os países acionem discussões e coordenem respostas diante de crises.
A proposta ocorre em meio a preocupações com uma possível guerra híbrida envolvendo a Rússia. O país integra o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e tem poder de veto no grupo.
Durante o discurso anual sobre o Estado da União, no Parlamento Europeu, von der Leyen afirmou que a Europa precisa criar regras próprias para enfrentar ameaças híbridas, como tentativas de sabotagem. Ela citou ocorrências na Lituânia, na Dinamarca e na Polônia, além de tentativas de ataques com drones em Leipzig.
“Quando acionado por um Estado membro, todos os países membros se reuniriam para coordenar uma resposta europeia, impedir uma escalada adicional e reduzir os impactos”, afirmou a presidente da Comissão Europeia.
Fronteiras e migração
A Comissão Europeia também pretende propor um mecanismo de emergência para lidar com fluxos repentinos e massivos de migrantes. O plano seria aplicado em situações consideradas excepcionais, diante de movimentos em massa descritos por von der Leyen como orquestrados e usados como arma.
O mecanismo permitiria uma flexibilidade limitada e temporária nos procedimentos padrão, desde que critérios específicos fossem atendidos. A proposta prevê medidas para proteger as fronteiras europeias sem deixar de respeitar os valores e os direitos fundamentais, segundo a presidente da Comissão Europeia.
Von der Leyen também disse que a União Europeia enfrenta “um mundo abertamente hostil” e defendeu uma Europa independente, com capacidade de agir e de manter o próprio destino nas mãos dos europeus.









