Boletins de urna de seções no exterior mostram Luiz Inácio Lula da Silva à frente na Nova Zelândia, China, Coreia do Sul e Singapura. Flávio Bolsonaro lidera no Japão e nas Filipinas. Os registros têm abrangências diferentes e não representam o resultado de todo o eleitorado brasileiro fora do país.
A votação terminou antes em localidades da Ásia e da Oceania por causa do fuso horário. Na Nova Zelândia, por exemplo, o processo começou às 16h de sábado, 3, no horário de Brasília, quando eram 8h de domingo no horário local.
Resultados por país
Na Nova Zelândia, Lula teve 234 votos, contra 64 de Flávio Bolsonaro. Na China, incluindo Hong Kong, o placar foi de 367 a 203 para Lula. Na China continental, o candidato do PT venceu por 268 a 98; em Hong Kong, Flávio ficou à frente por 105 a 99.
Em Seul, Lula recebeu 123 votos, contra 72 de Flávio. Em Singapura, foram 190 votos para Lula e 92 para Flávio. Já no Japão, Flávio somou 24.601 votos nos 119 boletins de Nagóia, Tóquio e Hamamatsu, enquanto Lula teve 5.234. Nas Filipinas, Flávio venceu por 33 a 26.
Também aparecem resultados favoráveis a Lula na Austrália, com 4.562 votos contra 2.579 de Flávio, e na Alemanha, onde o placar foi de 13.525 a 3.532. No Reino Unido, Lula teve 8.640 votos, ante 5.366 de Flávio. Na Itália, foram 6.148 contra 4.386.
Flávio liderou nos Emirados Árabes Unidos, com 659 votos contra 512, na Grécia, por 230 a 196, no Catar, por 173 a 147, e em Israel, por 523 a 92. Na África do Sul, venceu por 230 a 152.
Lula também ficou à frente na Jordânia, com 675 votos contra 59, e na Palestina, com 1.078 contra 46. Houve vantagem do candidato em países como Finlândia, Irlanda, Países Baixos, Bélgica, Síria, Egito, Arábia Saudita, Kuwait, Quênia, Sérvia, Romênia, Eslováquia, Croácia, Eslovênia, Senegal, Cabo Verde e Marrocos.
Divulgação oficial
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a divulgação dos resultados presidenciais, incluindo os votos do exterior, começa simultaneamente às 17h de Brasília. O boletim registra os votos de uma seção, enquanto a totalização reúne os dados nos sistemas da Justiça Eleitoral.
Ao todo, 918.876 brasileiros estão aptos a votar no exterior, distribuídos por 186 cidades. Esses eleitores escolhem apenas presidente e vice-presidente, e os votos são incorporados à totalização nacional.
A eleição não é definida pelo resultado de um país isolado. Para vencer no primeiro turno, é preciso obter mais da metade dos votos válidos na soma nacional. Caso isso não aconteça, os dois candidatos mais votados disputam o segundo turno em 25 de outubro.








