Aroldo Félix é candidato ao governo da Bahia pelo partido Unidade Popular pelo Socialismo (UP). Marilia do MLB, também filiada à legenda, concorre como vice na chapa.
Professor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), Félix dá aulas no curso de Engenharia de Energias, em Feira de Santana. Ele foi um dos fundadores do UP na Bahia e participou da coleta de assinaturas para a legalização do partido.
Atualmente, o candidato ocupa a vice-presidência da regional NE III do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Federal (Andes-SN) e integra a coordenação nacional do Movimento Luta de Classes (MLC). Antes da disputa pelo governo baiano, concorreu ao Executivo sergipano pelo UP nas eleições de 2022. Também presidiu o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).
Félix é casado e pai de uma filha. Ele declarou bens no total de R$ 857.485, referentes a dois apartamentos — um em Salvador (BA) e outro em Campina Grande (PB) — e a um carro Ford Ranger.
A Bahia tem cerca de 11,3 milhões de eleitores e terá seis candidatos na disputa pelo Palácio de Ondina. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro. Se houver necessidade, o segundo turno está previsto para 25.
Além de Félix, concorrem Jerônimo Rodrigues (PT), ACM Neto (União Brasil), Ariel Capistrano (DC), Maria Bona (PCO) e Ronaldo Mansur (PSOL).
Propostas
Entre as propostas de Félix estão o aumento em 100% do salário-mínimo baiano, o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais. O candidato também afirma que pretende extinguir o trabalho análogo à escravidão no estado.
Na área de segurança e proteção às mulheres, o plano prevê ações de combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres, com ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e criação de casas de referência para atendimento psicossocial e jurídico, cursos e abrigo temporário.
Na educação, Félix propõe equiparar os salários do governador e dos deputados estaduais aos dos professores das escolas públicas e destinar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia a iniciativas relacionadas ao mérito. O candidato também defende a redução do preço dos alimentos, a desmilitarização da política, a proteção das riquezas naturais baianas e uma reforma agrária popular com o fim dos latifúndios.








