MOSSORÓ — O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, afirmou nesta quarta-feira (16) que se identifica com a direita, mas não declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cury disse que estará na disputa decisiva.
Questionado sobre qual candidato apoiaria nesse cenário, ele respondeu: “Pergunte a eles [quem eles apoiariam], porque eu estarei no segundo turno”. Também afirmou que, para Lula, Flávio Bolsonaro no segundo turno seria um desejo, enquanto sua própria presença representaria um pesadelo para o petista.
Sobre um possível indulto a Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão, Cury disse que não tomaria uma decisão antecipada. Caso fosse eleito, afirmou que analisaria a situação com sua assessoria jurídica antes de definir o tema.
O candidato declarou ainda que concederia perdão a alguns condenados pelos atos de 8 de janeiro. Na avaliação dele, em determinados casos, as penas aplicadas foram desproporcionais.
Propostas e cenário eleitoral
Cury se apresenta como alternativa à polarização entre lulismo e bolsonarismo. Na pesquisa Quaest divulgada em 14 de setembro, ele registrou 7% das intenções de voto no primeiro turno, atrás de Lula, com 36%, e Flávio Bolsonaro, com 31%.
Durante a entrevista, o candidato também criticou a crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Disse que a situação não pode “acabar em pizza” e avaliou que o conflito tira a atenção dos eleitores dos problemas da população, beneficiando Lula e Bolsonaro.
Entre as propostas, Cury citou uma reforma profunda no Judiciário, com mandatos definidos para ministros do STF. Ele também prometeu abrir mão do salário de presidente, caso eleito, e destinar o valor a pequenas empresas.








