O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) voltou a criticar Flávio Bolsonaro nesta segunda-feira, 21, depois do debate promovido pelo Flow Podcast. Ele afirmou que o senador não tem experiência de gestão, dependeu de recursos públicos e teve uma relação que classificou como “promíscua” com o Banco Master.
“Flávio Bolsonaro, que sempre foge, porque nunca foi um grande gestor”, declarou Cury. O candidato também questionou os resultados financeiros de uma chocolateria ligada ao senador e retomou acusações relacionadas ao Banco Master.
A referência à loja está ligada a uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro. O caso apura suspeitas de lavagem de dinheiro no antigo esquema de “rachadinha” atribuído ao gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A Promotoria sustenta que até R$ 1,6 milhão podem ter sido movimentados de forma irregular por meio da franquia da Kopenhagen da qual o senador era sócio. Os depósitos em dinheiro vivo foram considerados incompatíveis com negócios semelhantes. Flávio nega irregularidades.
Cury também comparou o custo do projeto Dark Horse ao de uma produção cinematográfica baseada em obras próprias. Segundo ele, o filme em desenvolvimento custará de nove a dez vezes menos que o projeto citado no debate. “É inexplicável isso”, afirmou.
Convites para o governo
Apesar dos ataques a Flávio, Cury adotou tom conciliador ao falar de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), que participaram do mesmo debate. Caso seja eleito, disse que convidaria os dois para ocupar ministérios.
“O Zema e o Caiado para serem meus ministros”, afirmou. Cury defendeu ainda a participação de pessoas que considerou qualificadas na administração federal, sem levar em conta disputas de ego e considerando 210 milhões de brasileiros.









