SÃO PAULO — O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu mudanças na composição e no funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) durante agenda em São Paulo. Ele também pediu que eleitores não votem em políticos que aparecerem na lista de nomes ligados a Daniel Vorcaro.
Cury afirmou que o julgamento previsto no STF sobre as investigações envolvendo o Banco Master deve ser público, aberto e televisionado. O candidato disse esperar que o ministro Edson Fachin, presidente da Corte, e os demais integrantes do tribunal levem o caso até as últimas consequências. Ele também pediu agilidade para que o processo seja concluído antes das eleições.
“Quem está na lista de Vorcaro não merece o seu voto, seja quem for”, declarou.
Proposta para o Supremo
Na reforma defendida por Cury, dois terços dos ministros do STF seriam magistrados de carreira. Representantes do Ministério Público e da advocacia completariam a composição. O candidato também criticou a duração dos mandatos atuais e propôs que ministros entrem na Corte aos 50 anos e permaneçam por oito anos.
Cury defendeu ainda o fim da reeleição para presidentes, mecanismo que, segundo ele, “flerta com o comunismo”.
Sobre a Operação Dark Horse, o candidato afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) precisa prestar mais esclarecimentos e defendeu a punição de todos os envolvidos. Ele também questionou a experiência profissional do adversário e disse que, em um eventual segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro, o petista “trucidaria” o rival.
Críticas à polarização
Cury criticou a concentração do debate político em Lula, Flávio Bolsonaro e na crise no STF. Em uma publicação nas redes sociais, afirmou que o Brasil está sendo governado por um celular apreendido, em referência às mensagens contidas no aparelho de Daniel Vorcaro.
O candidato citou como temas deixados em segundo plano os feminicídios e a situação de jovens que não trabalham nem estudam. Também defendeu o fortalecimento das micro e pequenas empresas, a criação de pelo menos 10 milhões de microempresas nos próximos anos e a divisão do BNDES em duas instituições, uma para pequenos e microempresários e outra para grandes empresas.








