RIO DE JANEIRO — Augusto Cury afirmou que pretende “pacificar” o país e criticou a concentração do poder político em duas famílias durante uma caminhada na Praia de Copacabana, nesta segunda-feira, 7. O ato reuniu centenas de apoiadores do candidato à Presidência pelo Avante.
Cury também mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, que aparecem à frente dele nas pesquisas. Ele disse que pretende convocar especialistas para governar e declarou respeitar eleitores de direita e de esquerda.
Nos bastidores da caminhada, o candidato cobrou explicações de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), sem acusar pessoas específicas. Para Cury, os ministros devem prestar contas aos contribuintes, que chamou de patrões dos agentes públicos.
“Quem não deve, se defende. E se realmente não deve, está livre”, afirmou. Em seguida, disse que o Brasil não suporta mais a corrupção e defendeu o fim do que chamou de epidemia.
No alto de um trio elétrico, Cury havia enviado um “abraço muito especial” ao ministro André Mendonça, do STF. Mendonça é o relator do caso Master.
Na véspera, o ministro liberou para análise do plenário do Supremo a investigação sobre mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A definição dos próximos passos cabe ao presidente do tribunal, Edson Fachin.
O candidato aparece na terceira posição nos levantamentos mais recentes, atrás de Flávio Bolsonaro e Lula. As pesquisas citadas indicam variação de 7,8% a 11% nas intenções de voto. Na BTG/Nexus, Cury passou de 2% para 11% em uma semana. No Datafolha, avançou de 2% para 8%; no AtlasIntel, saiu de 3% em julho para 7,8%. Os maiores percentuais são registrados na BTG/Nexus e na Real Time Big Data, com cerca de 11%.








