SÃO PAULO — Flávio Bolsonaro (PL) apresentou propostas para segurança pública, saúde e educação durante um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, no feriado de Sete de Setembro. O senador também afirmou que pretende mudar a composição do Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito e fez críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre as promessas, Flávio citou a redução da maioridade penal para 16 anos, a aprovação da castração química para estupradores e o aumento para oito anos da pena de prisão para ladrões de celulares. Ele também disse que pretende enfrentar os “narcoterroristas” que controlam partes do território brasileiro.
Na área da saúde, o candidato falou em criar uma “saúde pública padrão Einstein”, em referência ao Hospital Albert Einstein, e mencionou Claudio Lottenberg como seu futuro ministro da Saúde. Para a educação, defendeu escolas com “estudantes e não militantes nos colégios”. Também prometeu um país que não dependa de políticos para garantir comida à população.
Promessas para o Supremo
Flávio declarou que indicará cinco ministros ao STF: quatro em razão da aposentadoria de magistrados e um por uma possível saída de Alexandre de Moraes. Segundo o senador, sua vitória serviria para “resgatar a credibilidade do Judiciário” e “proteger o STF”. Ele afirmou ainda que os indicados seriam magistrados contrários à legalização do aborto e à chamada ideologia de gênero.
O candidato relacionou Moraes a Lula e disse: “Quem votar em Lula estará votando em Alexandre de Moraes”. Na abertura do discurso, apoiadores repetiram palavras de ordem contra o presidente e o ministro.
Críticas a Lula e menções ao pai
Ao atacar o governo, Flávio chamou a administração de Lula de “corrupta” e “incompetente”. Também mencionou que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, é investigado pela Polícia Federal.
O senador classificou como “uma farsa” a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Ele comparou o episódio a uma segunda facada sofrida pelo ex-presidente e lembrou o atentado contra Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, em setembro de 2018. Flávio afirmou que usa colete à prova de balas por saber “do que a esquerda é capaz” e citou o risco de uma terceira facada.








