A Go Up Entertainment Ltda destinou R$ 20,9 milhões à produção no Brasil do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O valor aparece em uma perícia do Instituto de Perícia Investigativa anexada ao inquérito do STF que apura possíveis irregularidades na produção.
Os recursos foram usados para pagar 11 atores e 800 figurantes, além de aproximadamente 350 profissionais envolvidos nas filmagens. A lista inclui equipe técnica, equipamentos, figurinos, maquiagem, cabelo, próteses, efeitos especiais, transporte, passagens aéreas, hospedagem e alimentação.
Também foram incluídos gastos com camarins, centros de apoio, geradores, segurança privada, escoltas, documentação, contratos, licenças, seguros, suporte jurídico-contábil, pagamentos a empresas brasileiras e encerramento das atividades. A perícia não informa quanto foi gasto em cada categoria.
Meios de pagamento
A maior parte dos pagamentos no Brasil foi feita por Pix: 88,29%, equivalentes a R$ 18,5 milhões. Boletos responderam por 11,18%, ou R$ 2,3 milhões. Também foram registrados R$ 104,7 mil em TED e R$ 2.463,37 em outros lançamentos.
Nos Estados Unidos, as despesas da produtora chegaram a US$ 9,664 milhões, correspondentes a R$ 54,2 milhões, para cobrir custos operacionais da produção cinematográfica no país. Somados os gastos nos dois territórios, o custo total foi estimado em US$ 13,4 milhões, ou R$ 75,2 milhões.
A perícia informa que os recursos foram aplicados entre 1° de junho de 2025 e 4 de junho de 2026. O Instituto de Perícia Investigativa afirma não ter encontrado entrada de dinheiro público, repasses governamentais ou financiamentos.
O documento também diz que não foram identificados valores de patrocínio público ou privado, incluindo recursos de incentivos fiscais como a Lei Rouanet. Para investimentos privados, a estrutura contratual previa remuneração de 20%, com retorno de R$ 1,20 para cada R$ 1 investido.






