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Produção de filme sobre Bolsonaro movimentou R$ 20,9 milhões no Brasil
Foto: Instagram/Jim Caviezel
Política

Produção de filme sobre Bolsonaro movimentou R$ 20,9 milhões no Brasil

Perícia anexada a inquérito do STF detalha despesas da produção e estima custo total de R$ 75,2 milhões em dois países.

A Go Up Entertainment Ltda destinou R$ 20,9 milhões à produção no Brasil do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O valor aparece em uma perícia do Instituto de Perícia Investigativa anexada ao inquérito do STF que apura possíveis irregularidades na produção.

Os recursos foram usados para pagar 11 atores e 800 figurantes, além de aproximadamente 350 profissionais envolvidos nas filmagens. A lista inclui equipe técnica, equipamentos, figurinos, maquiagem, cabelo, próteses, efeitos especiais, transporte, passagens aéreas, hospedagem e alimentação.

Também foram incluídos gastos com camarins, centros de apoio, geradores, segurança privada, escoltas, documentação, contratos, licenças, seguros, suporte jurídico-contábil, pagamentos a empresas brasileiras e encerramento das atividades. A perícia não informa quanto foi gasto em cada categoria.

Meios de pagamento

A maior parte dos pagamentos no Brasil foi feita por Pix: 88,29%, equivalentes a R$ 18,5 milhões. Boletos responderam por 11,18%, ou R$ 2,3 milhões. Também foram registrados R$ 104,7 mil em TED e R$ 2.463,37 em outros lançamentos.

Nos Estados Unidos, as despesas da produtora chegaram a US$ 9,664 milhões, correspondentes a R$ 54,2 milhões, para cobrir custos operacionais da produção cinematográfica no país. Somados os gastos nos dois territórios, o custo total foi estimado em US$ 13,4 milhões, ou R$ 75,2 milhões.

A perícia informa que os recursos foram aplicados entre 1° de junho de 2025 e 4 de junho de 2026. O Instituto de Perícia Investigativa afirma não ter encontrado entrada de dinheiro público, repasses governamentais ou financiamentos.

O documento também diz que não foram identificados valores de patrocínio público ou privado, incluindo recursos de incentivos fiscais como a Lei Rouanet. Para investimentos privados, a estrutura contratual previa remuneração de 20%, com retorno de R$ 1,20 para cada R$ 1 investido.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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