SÃO PAULO — Documentos entregues à Justiça pela Go Up Entertainment detalham despesas da produção de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Entre os gastos estão passagens, hospedagem e o aluguel de uma peruca usada por Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro.
A produtora, gerida por Karina da Gama, apresentou notas fiscais e comprovantes por meio da defesa. Um dos registros mostra o pagamento de R$ 10 mil à Emi Confecções e Comércio de Perucas e Acessórios LTDA, em 5 de dezembro de 2025, com a descrição “Locação Peruca Jim”.
Hospedagem em São Paulo
A Go Up também declarou despesas de cerca de R$ 700 mil com a hospedagem de Caviezel. Um comprovante registra R$ 107,53 mil pagos em 8 de dezembro para acomodar o ator, seu agente e seguranças. O documento aponta que esse valor corresponde a uma de seis parcelas, que somam mais de R$ 645 mil em diárias.
Outro comprovante, do Hotel Unique, registra R$ 298 mil em hospedagem, gorjetas e massagens para Jim Caviezel. Notas fiscais do hotel indicam diárias entre R$ 9.181 e R$ 11. 108,3, no período de 1º a 13 de novembro de 2025, quando o filme estava em produção no Brasil.
Passagens para elenco e equipe
A produtora apresentou ainda notas de uma agência de viagens com R$ 182,4 mil em passagens para artistas, agentes e seguranças. A maior despesa foi a passagem de Nathan Lewis, agente de Caviezel, no valor de R$ 57,2 mil. A viagem do ator custou R$ 54,3 mil.
Também foram registrados R$ 16,8 mil em passagens para os seguranças e R$ 31,8 mil para a atriz Camille Guaty, que interpreta Michelle Bolsonaro, além de bilhetes para atores nacionais.
Os gastos aparecem em um inquérito sobre o financiamento do filme pelo banqueiro Daniel Vorcaro. O sigilo foi retirado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.







