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Bombeiros encontram dois corpos após queda de prédio na Penha

Cinco pessoas morreram, duas foram resgatadas com vida e uma criança de 7 anos continua desaparecida sob os escombros.

O Corpo de Bombeiros localizou mais dois corpos na manhã deste domingo (13/9), no imóvel atingido pelo desabamento de um prédio em obras na Penha, zona leste de São Paulo. Com os novos resgates, chegou a cinco o número de mortos.

A estrutura caiu sobre uma residência por volta das 2h de sábado (12/9), na Rua Tequici. Duas pessoas foram retiradas com vida, entre elas uma criança de 5 anos. As equipes ainda procuram a irmã dela, de 7 anos, que permanece desaparecida sob os escombros. Uma mulher grávida está entre as vítimas fatais.

O pai das crianças, Herbert Chino, acompanhou o trabalho dos bombeiros no local. “Alguém tem que responder por isso”, afirmou.

Investigação sobre a obra

A construção era realizada pela New Home. O advogado da empresa, Alexandre Sampi, disse que o imóvel estava regular e tinha alvará. Segundo ele, a obra chegou a ser embargada, mas o embargo foi cassado. Sampi também afirmou que a construtora oferece “todo o apoio possível” às vítimas e que somente um laudo técnico poderá apontar as causas do desabamento.

A obra já tinha sido alvo de medidas da Prefeitura. Em 2019, foi autuada e interditada por falta de alvará. Em 2021, o município entrou na Justiça para impedir o avanço da construção. A Polícia Civil investiga o caso. Ricardo Nunes afirmou que os responsáveis são pai e filho e que o filho também era o engenheiro responsável tecnicamente pela obra.

Servidora pode ser afastada

Uma funcionária da Subprefeitura da Penha deve ser afastada por pelo menos 30 dias. O documento assinado por ela em fevereiro de 2024 registrou que a construção existente no terreno havia sido demolida “em sua integralidade”. A demolição, porém, não ocorreu.

Daniel Falcão, procurador-geral do município, informou que o afastamento permitirá à Controladoria-Geral do Município investigar a emissão do documento e a atuação da servidora. “Ela não pode continuar no cargo nesse momento para não atrapalhar a nossa investigação interna”, declarou.

Ainda segundo Falcão, o advogado da construtora esteve no local e verificou que a estrutura não havia sido demolida.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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