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Servidora será afastada após documento sobre obra que desabou na Penha
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Brasil

Servidora será afastada após documento sobre obra que desabou na Penha

Prefeitura de São Paulo vai investigar por que uma funcionária atestou uma demolição que não havia sido realizada.

Uma servidora da Prefeitura de São Paulo deve ser afastada por pelo menos 30 dias após atestar que a construção existente no terreno onde um prédio desabou havia sido demolida. A demolição, porém, não foi realizada, segundo o procurador-geral do município, Daniel Falcão.

A medida permitirá que a Controladoria-Geral do Município investigue como o documento foi emitido e qual foi a atuação da funcionária. O documento foi assinado em fevereiro de 2024 por uma servidora da Subprefeitura da Penha. Ela registrou que a demolição havia sido “efetuada em sua integralidade” e que uma nova edificação estava em andamento no local.

“Vai haver uma determinação minha de afastamento dessa servidora que deu esse ateste por pelo menos 30 dias para ajudar na investigação”, afirmou Falcão. De acordo com o procurador-geral, o advogado da construtora esteve no endereço e constatou que a estrutura não havia sido demolida.

Resgate encerrado

O Corpo de Bombeiros encerrou, no início da tarde deste domingo (13/9), as buscas no local do desabamento, na Rua Tequici, nº 61, na Penha, zona leste de São Paulo. O corpo de uma menina de 7 anos foi localizado, elevando para seis o número de mortos. Duas pessoas sobreviveram e não há mais desaparecidos.

O prédio em obras caiu sobre uma casa durante a madrugada de sábado (12/9). Com o fim das buscas, o endereço ficará sob responsabilidade das demais autoridades para os trabalhos periciais e outras medidas cabíveis.

No local, Herbert Chino, pai de uma menina de 5 anos resgatada com vida e da outra criança, encontrada sem vida no dia seguinte, cobrou providências: “Alguém tem que responder por isso”. As vítimas eram de uma família de origem boliviana.

Investigação da obra

A construção era realizada pela construtora New Home. O advogado Alexandre Sampi disse que a obra estava regular e tinha alvará. Segundo ele, o prédio chegou a ser embargado, mas o embargo deve ter sido cassado. Sampi também afirmou que a empresa está prestando “todo o apoio possível” às vítimas e que um laudo técnico deverá apontar as causas do desabamento.

A construção havia sido autuada e interditada pela Prefeitura em 2019 por falta de alvará. Em 2021, o município entrou na Justiça para impedir o avanço da obra. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do caso. Ricardo Nunes afirmou que os responsáveis são pai e filho e que o filho também atuava como engenheiro responsável tecnicamente pela construção.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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