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Desabamento na Penha deixa quatro mortos; prefeitura aponta irregularidades na obra
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Desabamento na Penha deixa quatro mortos; prefeitura aponta irregularidades na obra

Duas pessoas continuam desaparecidas após a queda de uma estrutura sobre uma casa na zona Leste de São Paulo.

A Prefeitura de São Paulo informou que o prédio em construção que desabou na Penha era alvo de uma ação judicial desde 2021. O processo pedia a demolição de uma construção irregular no local e foi encerrado depois de uma vistoria realizada em fevereiro de 2024.

O desabamento aconteceu na madrugada deste sábado (12), na rua Tequici. A estrutura caiu sobre uma casa, deixando quatro mortos: três mulheres, sendo uma delas grávida, e um homem. A quarta vítima, uma mulher, foi localizada na manhã deste domingo (13).

O Corpo de Bombeiros ainda procura uma mulher e uma criança, que seriam mãe e filha. A corporação estima que oito pessoas tenham sido atingidas. Um homem e uma criança foram resgatados e levados ao Pronto Socorro do Tatuapé.

Durante a madrugada, a operação reunia 22 viaturas, 70 homens e um cão de busca e salvamento. As equipes também usavam maquinário para movimentar peças maiores e permitir o acesso seguro às áreas de busca. As buscas continuam no local.

Histórico da construção

De acordo com a prefeitura, a Subprefeitura da Penha havia feito fiscalizações, emitido uma ordem de interdição e aplicado multas, incluindo uma de R$ 119 mil. Uma liminar da Justiça determinou a paralisação das obras porque o alvará solicitado em 2019 tinha sido indeferido pelo município.

Em 2022, foi apresentado um novo projeto. O alvará para execução da obra saiu em agosto de 2023, com a exigência de demolição da estrutura anterior. Em fevereiro de 2024, um laudo assinado por uma servidora da Subprefeitura afirmou que a demolição havia sido feita, o que levou à extinção do processo judicial.

A prefeitura informou, porém, que a demolição exigida em 2021 não foi cumprida. Atualmente, a obra tinha Alvará de Aprovação e Execução de Edificação Nova vigente. A polícia investiga as responsabilidades, e a GCM apura a vistoria realizada em 2024.

Ainda neste sábado, a Defesa Civil vistoriou o local e interditou três residências no mesmo terreno vizinho à obra.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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