O Ministério da Justiça oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão aponta abandono do cargo, caracterizado pela ausência ao serviço por mais de 30 dias consecutivos sem justificativa.
A determinação foi assinada na sexta-feira (18) pelo ministro Wellington Lima e Silva. O ato só foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (21), quando a demissão foi formalizada.
Ausências na Câmara
Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato de deputado federal em dezembro, também por causa do número de ausências injustificadas. Depois da perda do cargo na Câmara Federal, a Polícia Federal determinou, em 2 de janeiro, que ele fosse reconduzido imediatamente à função na corporação.
O ex-deputado está nos Estados Unidos desde março de 2025, quando se licenciou do mandato na Câmara. A demissão na Polícia Federal ocorreu após o período de faltas considerado abandono do cargo pela administração.
Em 16 de junho, Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo que julgava o ex-presidente Jair Bolsonaro no âmbito da trama golpista. O texto da decisão administrativa do Ministério da Justiça não informa medidas adicionais após a demissão.









