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Eleição amplia incertezas para empresas na transição da reforma tributária
Política

Eleição amplia incertezas para empresas na transição da reforma tributária

Debate político sobre mudanças e adiamentos ocorre enquanto empresas precisam tomar decisões para 2027.

A discussão eleitoral sobre possíveis mudanças na reforma tributária aumentou a incerteza para as empresas. Enquanto hipóteses de revisão ou adiamento entram no debate político, o calendário oficial continua avançando e exige decisões para 2027 antes do resultado das urnas.

Para Ulisses Brondi, advogado, especialista em Direito Tributário e CEO da ASIS Tax Tech, o cenário político deve ser acompanhado, mas não pode interromper o planejamento empresarial. “O risco é esperar por algo que pode não acontecer e deixar para depois decisões que precisam ser tomadas agora”, afirma.

A preparação envolve mais do que sistemas e acompanhamento da legislação. As empresas precisam avaliar efeitos sobre preços, margens, fluxo de caixa, créditos tributários e escolha de fornecedores. Mudanças no aproveitamento de créditos podem alterar a atratividade de um fornecedor, enquanto um aumento de custo pode pressionar a margem e dificultar reajustes.

Prazo para o Simples Nacional

Micro e pequenas empresas interessadas em entrar no Simples Nacional em 2027 têm até 30 de setembro para fazer a opção. As que já estão no regime precisam decidir se manterão IBS e CBS dentro do Simples ou se pagarão os dois tributos pelo regime regular, no modelo híbrido.

A escolha pode afetar especialmente empresas que vendem para outras empresas, porque interfere nos créditos tributários aproveitados pelos clientes. Para Brondi, adiar essa análise pode levar a decisões tomadas apenas em janeiro, quando os efeitos sobre margem, caixa e competitividade já estiverem presentes.

Janeiro de 2027 também será marcado pelo fim de PIS e Cofins, pelo começo da cobrança da CBS e pela entrada em vigor do Imposto Seletivo. O IBS terá alíquota de 0,1% durante 2027 e 2028.

Negócios que dependem de incentivos fiscais ainda precisarão avaliar se conseguem absorver eventuais perdas, reorganizar a operação ou repassar custos ao consumidor. Brondi afirma que o preço encontra limites no mercado e que a reforma deve ser tratada como uma decisão de negócio, não apenas como uma tarefa do departamento fiscal.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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